Se eu fosse a Cinderela (Gislaine Oliveira)

Se eu fosse a Cinderela é uma nova versão de um dos maiores clássicos infantis. Trazendo a personagem Cinddy como protagonista, uma garota independente, forte e indiferente a tudo que envolva contos de fadas, príncipes e princesas… Até o momento em que ela se vê presa a um.

Título: Se eu fosse a Cinderela
Autor: Gislaine Oliveira
Editora: Publicação Independente
Gênero: Infantojuvenil
Páginas: 52
Publicação: 2016
Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ (Muito bom)

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Sinopse:

O que você faria se tivesse a oportunidade de viver um conto de fadas? Pois Cinddy não fica nada feliz com essa situação e acaba arrumando grandes confusões em uma das histórias mais famosas de todos os tempos.
“Cinddy é uma garota normal, mas que um dia se encontra perdida dentro de um conto de fadas. Esse poderia ser o sonho de muita gente, mas não o dela. Por que isso tinha que acontecer justamente com Cinddy? Logo ela, que não suporta essa história de príncipe e princesa.
É claro que a menina vai aprontar grandes confusões neste clássico infantil. Afinal, ela é a Cinddy, uma menina forte e independente, que não se deixa abater nem pelas implicâncias das meninas na escola. E agora, levará toda a sua personalidade para a pobre gata borralheira.
Cinddy foi criada com esse propósito: mostrar como uma menina atualizada e decidida iria enfrentar as situações de uma das mais conhecidas princesas.”

Personagens de personalidade forte e opinião própria muito me encantam, aqueles que têm a consciência de que são diferentes e não mudam quem são para agradar aos outros. A começar pelo seu próprio nome, “Cinddy” é uma homenagem que a sua mãe – amante de contos de fadas – fez à história da Cinderela. Mas, a menina o odeia com todas as suas forças. Ela não quer um príncipe encantado. E nem acredita que eles existam.

“Se tivesse prestado mais atenção quando minha mãe contava aquelas histórias todas eu saberia. Mas nunca dei muita atenção, afinal eu não gostava da ideia de ter que esperar por um príncipe para me salvar no final. Eu queria alguém que estivesse do meu lado desde o começo, e não alguém para viver apenas o felizes para sempre.”

– Pág. 24

De uma hora para outra, Cinddy se torna nada mais nada menos que a própria Cinderela, e tem que se virar como pode para sobreviver à madrasta má, às irmãs pretensiosas, à fada madrinha e ao príncipe arrogante. Pode-se esperar muito bom-humor dessa aventura.

Os acontecimentos são passados rapidamente, e na minha opinião a autora poderia ter os explorado mais. Assim como os personagens, desde os secundários até a própria protagonista, para que eles não pareçam superficiais. Mas, é preciso levar em conta a categoria do livro; se fosse muito extenso, não chamaria a atenção das crianças e pré-adolescentes.

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Se eu fosse a Cinderela é um livro com traços feministas, além de inovador. Há essa quebra de estereótipo em que a princesa deseja desesperadamente um salvador – vulgo, príncipe encantado -, onde a mesma é frágil, delicada e sonhadora. Cinddy nos mostra que a realidade não é nada disso. E ela também não tem medo de recusar as ofertas do príncipe. É dona de si.

É importantíssimo mostrar para as meninas que elas não necessitam de um companheiro para ser feliz. Que elas não precisam buscar desesperadamente a sua “metade da laranja” ou alma gêmea… Elas já são completas. Pois todas essas coisas que nos são ditadas desde crianças apenas contribuem para o fortalecimento de relacionamentos abusivos, onde a mulher não consegue se desprender de seu abusador por medo de “não poder viver sem ele”. Contribuem para que as mulheres continuem procurando desesperadamente o homem perfeito. Contribuem para que relacionamentos sejam mantidos somente por fachada, afinal ninguém quer ficar para titia. E, sobretudo, sustentam a ideia de que a mulher é o sexo frágil e não é capaz de se defender sozinha. A mensagem que o livro passa é sensacional. Precisamos de mais livros assim na literatura infantil!

Ao final da leitura, peguei-me pensando se tudo aquilo fora real ou não. Uma boa saída da autora: deixar a sugestão no ar. Esse livro pode ser definido com apenas uma palavra: fofura. Seja através da arte final da capa, dos detalhes contidos nas folhas, nas ilustrações… É notório que tudo foi produzido com muito zelo. Somente me incomodara o erro referente ao nome da Gi, na parte inferior das páginas. Por outro lado, uma coisa que muito me agradou foi a escrita da Gislaine; onde ela sabe o momento certo de ser sarcástica, realista e misteriosa.

As últimas páginas são destinadas às opiniões do leitor, onde nos é sugerido expressar o que faríamos de igual/diferente no lugar de Cinddy, se tivéssemos a oportunidade de viver num conto de fadas. Deixarei aqui expressas as minhas confissões:

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1. Eu me recusaria a obedecer as ordens exploradoras da madrasta má e suas filhas;

2. Assim como a nossa nova Cinderela, também tentaria fugir;

3. Iria de penetra no baile, com toda a certeza. Só para provar que todos devem ter o direito de ir aonde quer que queiram;

4. Usaria uma roupa completamente diferente da utilizada naquela época e causaria no Baile;

5. Só casaria com o príncipe de último caso, ou por necessidade ou se eu estivesse realmente apaixonada por ele;

6. Aproximaria-me do Vitor e criaria uma amizade com ele, pois é claramente um dos mais sensatos;

7. Caso eu me tornasse a princesa, faria de tudo para que o reino fosse um lugar agradável para todos;

8. Ao contrário da Cinddy, acredito que seria no mínimo interessante entrar num conto de fadas – mesmo com todas as adversidades;

Se eu fosse a Cinderela é uma história simples, leve e que pode ser lida facilmente em 1 hora. A autora também nos concedeu marcadores e cartões – muito obrigada Gi! Achamos um amor.

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O livro faz parte da série Se Eu Fosse, que contará várias aventuras dentro de clássicos infantis. Eu espero o próximo volume da série e recomendo-a, afinal, é sempre bom ler livros mais leves e alternar a leitura.



Aliás, a Blogueira e Escritora Gislaine Oliveira é a primeira parceira do Blog!
  ❤

Os livros dela podem ser adquiridos em formato físico, através do e-mail: gisasouzadeoliveira@bol.com.br ou profissaoescritor@gmail.com
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9 comentários sobre “Se eu fosse a Cinderela (Gislaine Oliveira)

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