Sugestão de livro: Morri para viver – A chocante biografia de Andressa Urach

O surpreendente submundo de fama, drogas e prostituição de Andressa Urach.

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Morri para viver traz relatos e imagens exclusivos de uma das figuras mais polêmicas do país. Desde os traumas da infância às consequências trazidas pelo uso excessivo do Hidrogel e pela inconsequente busca pelo corpo perfeito, dinheiro e fama.

Andressa Urach, ou Miss Bumbum, como ficou conhecida, é um dos milhares de exemplos de como a ganância pode subir à cabeça – e até hoje é julgada por isso. Mas, há muito sobre ela que ainda não se sabe. Particularmente, acredito que tudo tem um porquê. Há sempre uma razão para todas as coisas; e com a Miss Bumbum não foi diferente. Ao nascer, Andressa fora rejeitada e abandonada pelo pai: A linhagem dos “Urach”, sobrenome pertencente ao pai dela, tem traços muito bem definidos devido à forte descendência de Alemães. Uns tem olhos azuis, outros verdes, cabelos excessivamente louros e, sobretudo, são brancos. Contudo, a menina nasceu morena, olhos castanhos, pele negra… E o pai dela simplesmente não aceitava que a mesma pudesse ser filha dele e a intitulou como fruto de uma traição. Ele se rejeitou a registrar a própria filha. Sem escolhas, a mãe teve que cuidar dela sozinha.

Aos 7 anos, para que a mãe pudesse trabalhar, ela fora morar com amigos idosos da família, a quem chamava carinhosamente de “avós”. E logo começaria a ser abusada sexualmente pelo avô de consideração, de mais de 70 anos. Recebia ameaças e chantagens, e não podia fazer nada – o medo dele fazer alguma coisa ruim com a mamãe dela bastava para que ela ficasse calada. Durante mais ou menos 1 ano sofrera constantes estupros de um velho pedófilo. Mais tarde, a avó de Andressa os flagrou na sala de estar e, sob muitos lamentos, mandou a menina para morar de volta com a mãe, para sua própria segurança. Ali não mais era um lugar seguro. Nunca tinha sido.

Com a ausência do pai, péssimas condições financeiras e a educação turbulenta que recebeu (à base de surras), Andressa começava ali a se perguntar o que havia de errado nela para receber tanta rejeição e desprezo. Era o cabelo muito negro? Ela o pintaria. Era a pele? Ela faria de tudo para esbranquiçar. Era o fato de ser uma garota apelidada de “magricela”, sem graça e sem curvas? Ela turbinaria o corpo. Por que só conseguia chamar a atenção de um velho nojento e pedófilo? Ela estava disposta a mudar. Tudo.

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Aos 11 anos, começou a fumar cigarros. Aos 13, teve seu primeiro contato com a maconha. Por volta dos 15, teve sua primeira relação sexual com o próprio irmão. Conheceu um cara companheiro e amoroso, com que teve seu único filho, e sem noivar e com pouco tempo de namoro, pularam direto para o casamento – que logo entrou em declínio e se rompeu  por conta das brigas intermináveis.  Mais adiante, Andressa entrou num dilema: “Se prostituir para sustentar o filho ou deixá-lo passar fome?”. Ela havia chegado ao fundo do poço. Recebia, uma vez ou outra, doação de alimentos de familiares, mas não era suficiente.  O salário que recebia era minúsculo. Seu filho estava crescendo e necessitava de cuidados básicos.

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No intuito de começar sendo dançarina noturna, ela passou a visitar casas de Shows e bordeis. Mas a dura realidade apareceu: precisava começar como prostituta, adquirir sucesso e excelentes clientes para, futuramente, tornar-se dançarina noturna. Encontrava-se numa corda bamba.

Mentindo para mãe, Andressa Urach começou a fazer parte de um prostíbulo e adentrou o submundo de drogas, fama e prostituição. O que só abriu as portas para overdoses, aumento pela procura por tatuagens e cirurgias plásticas (já que naquele momento seu corpo era seu instrumento de trabalho).  Ao total, foram 14 cirurgias em menos de 4 anos. 15 tatuagens, muitas delas para esconder as cicatrizes e marcas deixadas pelas cirurgias.

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No decorrer do livro os fatos nos são apresentados como um diário de prostituição, detalhando os clientes mais polêmicos como traficantes, jogadores de futebol (sim, inclusive o caso dela com Cristiano Ronaldo!), atores, empresários etc., as brigas com as companheiras de prostíbulo, o envolvimento de Andressa Urach com magia negra, as loucuras que ela praticou somente para se vir na TV, sua famigerada participação em A Fazenda, as doses absurdas de Hidrogel e PMMA (uma substância já proibida) introduzidas em clínicas clandestinas e muito mais.

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E o mais surpreendente de tudo é o seu recomeço. Após 3 dias em coma e mais de um mês internada, sob centenas de orações da comunidade de uma Igreja Universal e principalmente de sua mãe, Andressa Urach pode dizer que venceu a morte. Teve experiências extracorpóreas que a fizeram adentrar num mundo espiritual nunca antes por ela explorado. Repensou seus valores e suas crenças. Reconectou-se à família. E hoje é um exemplo de superação, inspirando milhares de vidas com seus relatos, primordialmente, na Igreja Universal, onde hoje faz parte.

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“Os meus pensamentos me impulsionaram a seguir adiante. Quem não tem o direito de começar de novo? Quem pode apontar o dedo e, se considerando perfeito, afirmar que não existe absolvição para  outra pessoa? Quem pode tirar o direito de alguém de reiniciar a vida? De tentar ser um ser humano melhor? Uma mãe melhor, uma filha melhor, uma mulher melhor?

Eu escolhi recomeçar.”

– Morri para viver, pág. 238.

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Há diversos Quotes interessantes no livro, por isso em breve teremos um post exclusivamente com os que eu mais gostei! 😉

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8 comentários sobre “Sugestão de livro: Morri para viver – A chocante biografia de Andressa Urach

    • Exato!
      O papel de julgar não cabe a nós.
      Aparentemente, ela se encontrou. É perceptível a mudança dela – pelo menos a exterior. Espero que a interior também esteja na mesma medida, pois todos temos a chance de recomeçar a qualquer momento…

      Obrigada pela visita,
      Um beijo! ❤

      Curtido por 1 pessoa

  1. Pingback: Leituras de 2016 #Retrospectiva2016

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