Você precisa assistir: Orange Is The New Black

Precisamos falar sobre a série queridinha da Netflix.

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Até pouco tempo atrás eu não era viciada em nenhuma série e só havia assistido poucas como Supernatural, Gossip Girl, The Big Bang Theory, American Horror Story… Mas, pasmem, não passei da 2ª temporada em nenhuma delas! No entanto, há uma série que vem conquistando cada vez mais o público e não se fala de outra coisa: Orange Is The New Black. Inicialmente, não dei tanta importância até que uma amiga minha soltou, em uma de nossas conversas: “Já assistiu OITNB? É a melhor série que eu nunca assisti!”

Então, decidi assistir ao primeiro episódio e… Foi amor à primeira vista!

Vamos ao enredo:

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Baseada no livro de mesmo nome, a série conta a história de Piper Chapman (Piper Kerman, na vida real), uma mulher de classe média-alta, loira, alta, olhos azuis, que desfruta de uma felicidade intensa ao lado do noivo e aspirante a escritor, Larry. Prestes a dar uma guinada profissional, investindo no mercado artesanal de sabonetes e loções com sua melhor amiga Polly, Piper vê seu passado há muito enterrado ressurgir para assombrá-la, quando a polícia bate à sua porta e anuncia que ela está sendo indiciada por tráfico de drogas.

Mais nova, recém formada na faculdade e no auge da juventude, ela conhecera e se apaixonara por Alex Vause, uma traficante charmosa e misteriosa, com quem vivera dias de insanas loucuras. Alex a convencera a transportar uma maleta ilegal cheia de dinheiro, motivo pelo qual ela é denunciada e condenada a 15 meses de prisão: ser comparsa da ex-namorada traficante.

Na prisão de Litchfield, ela reencontra Alex e, enquanto tenta conviver com a pessoa responsável pela sua desgraça, também precisa aprender a lidar com as colegas de cadeia, os dramas e dificuldades diários da prisão, escapar da solitária e o que lhe exige mais caraga emocional: encontrar-se com seu verdadeiro eu e repensar toda sua vida e suas escolhas.

E aqui vão alguns motivos para que você, que ainda não assistiu, assista:

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1 – Abertura

Vamos começar pelo começo… rs

Cantada por Regina Spektor, You’ve Got Time é consideravelmente grande, mas não deixa de ser incrível: todos os rostos contidos na abertura de OITNB são de detentas diversas e reais. Ao ver um pouco das características de cada uma, só nos resta tentar imaginar que histórias esses olhares escondem. É praticamente impossível pensar nessa série e não lembrar de sua abertura imediatamente!

2 – Baseada em fatos reais 

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Sabe aquele gostinho especial de quando você descobre que algo que assistiu/assistirá é baseado em fatos reais? Então…

Tudo bem que foram feitas certas mudanças para que houvesse uma melhora na adaptação, mas muito se fala que a série ficou melhor que o livro!

3 – Diversidade e representatividade 

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Ao contrário do que muitos leigos pensam, não é “só mais uma série lésbica”. Há personagens lésbicas, bissexuais, travestis, héteros, etc. E ela aborda os dramas de cada uma delas, sem roubar o lugar de fala e de acordo com a realidade!

Além da representatividade sexual e de gênero, também há representatividade estética e racial: têm-se mulheres negras, brancas, gordas, baixas, latinas, idosas, coreanas, altas, etc. Não é como se somente houvesse o padrão Hollywoodiano. Elas estão lá representando a realidade da população carcerária e suas diferentes belezas, sem repressão.

4 – Questões sociais 

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Orange Is The New Black trata genial e profundamente de assuntos como estupro, racismo e transfobia. Da mesma forma expõe como policiais corruptos adoram coagir as detentas a fazerem o que eles querem, as intimida e abusa de seus poderes para se aproveitar das mulheres. A série também acertou em não apenas mostrar esses acontecimentos e deixar por isso mesmo, mas abordar as consequências na vida das vítimas, como o trauma e a vergonha de falar sobre o assunto. Além dos desvios de verbas que deveriam ser destinadas à penitenciária feminina, problemas gerados pela superpopulação e a desumanização com a qual as detentas são tratadas.

5 – Referências

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OITNB traz várias referências incríveis! Desde literatura, com nomes como J. K. Rowling, Jane Austen, Stephen King e Shakespeare, à música (principalmente à Cultura Pop) e à História em geral! É muito amor!

No post do Leitor Cabuloso, ele mostra alguns livros mencionados no seriado.

6 – Sobre mulheres por mulheres

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Uma das coisas que me fez gostar ainda mais e enxergar a série com outros olhos foi sua produção: criada por uma mulher (Jenji Kohan) baseada na vida de outra mulher (Piper Kerman). Os homens não são os protagonistas e sim coadjuvantes, ou seja, origem, roteiro, linguagem e conceitos inovadores, pois a atual indústria ainda é machista e o sucesso da série foi um tapa na cara dessa indústria que ainda acha que “mulher não vende”.

Ainda mais: não se trata somente de mulheres dentro dos estereótipos de gênero, elas têm personalidade própria, são poderosas e o maior motivo de reflexão e risada durante o seriado inteiro! É representatividade! É empoderamento!

7 – Personagens incríveis e cativantes

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Não dá para simplesmente escolher uma personagem preferida! Todas as mulheres do seriado têm uma história polêmica/triste que a fizeram chegar à prisão e, cada uma delas, têm algo a nos acrescentar. E elas não são óbvias e nem se encaixam num estereótipo, tanto é que durante os episódios várias delas roubam a cena, e em alguns a protagonista Piper chega a nem aparecer tanto.

O seriado também mostra como Piper, a garota rica e branca, é privilegiada devido às suas características físicas, enquanto as mulheres das demais etnias são menosprezadas e ainda mais desumanizadas. Essas mulheres são complexas e levantam discussões muito pertinentes, como por exemplo, a Sophia Burset, interpretada pela maravilhosa Laverne Cox, uma transexual. Acompanhamos e refletimos sobre os problemas ligados à transfobia enfrentados por Sophia (achei incrível que, diferentemente de certas produções, a série não colocou uma pessoa cisgênero – aquelas que se identificam com o sexo que lhes foi designado ao nascer – para interpretar uma transexual, e sim, alguém que de fato o é), como também casos de câncer em estágio terminal e gravidez na penitenciária.

8 – Sororidade

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A sororidade entre as detentas é admirável! Mesmo com tantos empecilhos, elas conseguem ajudar umas às outras, e algumas acabam até formando uma família dentro da prisão, afinal, elas só têm as outras presas como companheiras.

Está esperando o quê para assistir?! 😉
Ah, mas não se afobe como eu, pois a próxima temporada (5ª) só sai ano que vem!

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19 comentários sobre “Você precisa assistir: Orange Is The New Black

  1. Já vi tantos comentários positivos sobre essa série e estou tão curiosa! Quem sabe pego para ver nas férias juntamente com “Gilmore Girls”, terminar de ver “Glee” (parei na 5ª temporada” e “Gossip Girl” (parei na 4ª temporada” aiiii Gzuis! hahaha Bjos da Cah! ❤

    Curtido por 1 pessoa

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