Ah, as minhas rosas…

Sinto saudade das minhas rosas.

Durante boa parte da infância eu brincara com elas. Eram companheiras – mesmo que às vezes agissem traiçoeiras. Eram bonitas e eu muito me via em suas pétalas. Passava um tempo longe das rosas e logo vinham-me lembranças que me faziam querer estar perto delas novamente. Quando cansava, afastava-me. E em seguida, no entanto, voltava para perto das rosas e o ciclo se repetia.

Mas eu sempre voltava, não importava o que acontecesse. Agora não volto mais.

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É certo que ganhei novas rosas e que hoje são elas indispensáveis, contudo, nunca, jamais, uma rosa é igual à outra. As rosas que deixei para trás eram também parte do que eu era, por isso sinto tanto a ausência de tais. Uma parte minha que se fora sem pedir permissão. Um órgão que, obsoleto, parara de funcionar.

Mas elas também não eram somente rosas. Porque uma rosa é muito mais do que uma mera rosa.

– Alasca Young, 29/09/16.

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