O Príncipe da Névoa (Carlos Ruiz Zafón)

Gênero: Mistério/Romance Juvenil
Páginas: 184
Editora
: Suma de Letras
Classificação:🌙🌙🌙🌙/5

o-principe-da-nevoa

SINOPSE

A nova casa dos Carver é cercada por mistério. Ela ainda respira o espírito de Jacob, filho dos ex-proprietários, que se afogou. As estranhas circunstâncias de sua morte só começam a se esclarecer com o aparecimento de um personagem do mal – o Príncipe da Névoa, capaz de conceder qualquer desejo de uma pessoa, a um alto preço.

O Príncipe da Névoa foi o escolhido para o cargo de primeira leitura de 2017. Os motivos? Simples:

*Primeiramente por ter uma trama envolvente, ao mesmo tempo em que possui uma temática leve;

*Por ser o primeiro romance publicado do autor Carlos Ruiz Zafón, ao qual virei fã desde que li Marina.

Com uma narrativa eletrizante do início ao fim, o livro traz a já conhecida história de uma família tradicional que por motivos diversos – neste caso, para fugir da Guerra que assolava a década de 1940 – decide se mudar para uma casa esquisita, mas aparentemente segura. Esta casa situa-se no litoral, ao fim duma praia. Para completar o cenário, mistérios a respeito dos antigos moradores circundam a residência, deixando a família do protagonista, Max, num perigo cada vez mais iminente.

Zafón, como eu já esperava, utiliza elementos singulares para fomentar os mistérios de sua história: desde um jardim de estátuas-vivas a barcos naufragados, pactos irreversíveis, seres multifaciais a palhaços macabros e símbolos estranhos. Além de, sutilmente, pôr um amor adolescente como ingrediente final.

Max e os demais personagens foram bem construídos, fazendo com que o leitor simpatize, antipatize ou se identifique logo de cara. Enquanto a caçula da família, Irina, é perseguida por vozes horrendas oriundas do armário de seu próprio quarto, a mais velha, Alicia, tem pesadelos que não a deixam dormir e um insólito relógio vai andando para trás, Max e seu recém amigo, Roland, tentam achar um jeito de fazer com que o dono de seus piores temores não ressurja: O Príncipe da Névoa.

Embora tenha apresentado algumas questões desconexas, que não consegui enxergar a relação delas com a explicação central, foi um livro que gostei de ter lido na adolescência; e certamente gostaria de ter lido na infância ou gostarei de ler, futuramente, na fase adulta ou ainda na velhice. E este foi um dos principais objetivos do autor ao escrevê-lo: e Zafón, pelo menos por minha concepção, cumpriu-o com êxito. Sem deixar de abordar temas como amizade, amor, família e as consequências de se prometer o que não se está disposto a cumprir.

“Muitos anos haveriam de passar antes que Max esquecesse o verão em que, quase por acaso, descobriu a magia.”

– Pág. 9

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