Talvez eu realmente não sirva para essa confusão toda que chamam de amor

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Talvez eu realmente não sirva para essa confusão toda que chamam de amor. Talvez eu seja impulsiva demais, intensa demais e revolucionária demais para seguir regras – principalmente as “regras do amor”. Talvez eu não consiga encontrar uma cara metade, porque já sou inteira. Talvez eu seja egoísta demais para dividir minhas alegrias e sobretudo, minhas dores. Talvez eu preze demais pela minha liberdade para me prender a alguém ou alguma coisa. Talvez eu seja realista demais para deixar me tirarem os pés do chão. Talvez eu seja liberta demais para seguir padrões e manter status. Talvez eu me dê tão bem com minha própria solidão que não consiga mais largá-la. Talvez eu seja impaciente demais para esperar X número de encontros para ir direto ao ponto. Talvez eu seja ingênua demais para lidar com joguinhos psicológicos, distraída demais para perceber indiretas de paquera e indícios de sedução. Talvez eu canse fácil demais das pessoas, ou melhor, da monotonia que elas trazem. Talvez eu seja cega demais para enxergar algo além do meu próprio umbigo. Talvez, para mim, o “eu te amo” carregue pesos e expectativas demais, e talvez eu nunca saiba lidar com ele. Talvez eu tema tanto o amor que, afinal, ele esteja sempre batendo à minha porta.

— Alasca Young, 08/06/2017.

 

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