Voe comigo se fores capaz de tirar os pés do chão

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Eu sou uma eterna viajante e minha casa é o mundo. Sou criança cheia de perguntas, e adulto com medo das respostas. Sou companhia que preenche, e ausência que esvazia. Sou arco-íris de início de manhã, e escuridão de pôr-do-sol. Sou dúvida e certeza, razão e emoção. Crise de risos e desmanche em lágrimas. Calmaria e tempestade. Gritaria e silêncio. Ferida e cicatriz, bala e baleado. Veneno e antídoto. Singular e plural. Destino e acaso. Céu e inferno, sensibilidade e frieza. Bravura e medo. Sonhos e realidade. Rosa e espinho. Mente e coração. Dissimulação e verdade crua. Problema e solução. Perspicácia e ingenuidade. Amor e sexo. Vida e morte. Tudo junto. Misturado. Ao mesmo tempo. Sou sobretudo pássaro em processo de revolução, livrando-se da gaiola. Então, meu bem, voe comigo se fores capaz de tirar os pés do chão.

— Alasca Young, 07/07/2017.

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