7 Coisas que você não sabia sobre Bates Motel (SEM SPOILER)

Há um tempo atrás fiz um post com o tema 7 Coisas que você não sabia sobre 3% (SEM SPOILER) e, como ele recebeu uma boa aceitação, decidi trazer mais curiosidades sobre séries aqui para o Blog!

E hoje temos a famigerada série Bates Motel, estreada em 2013 e concluída neste ano de 2017, contando com 5 temporadas de 10 episódios muito bem produzidos!

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Desenvolvida por Carlton Cuse, Kerry Ehrin e Anthony Cipriano, Bates Motel é uma série de Drama/Suspense/Terror que mostra como o psicopata adolescente Norman Bates (Freddie Highmore) se tornou um dos vilões mais temidos da história do cinema mundial e esmiuça sua complexa e, até certo ponto, incestuosa relação com a mãe, Norma (Vera Farmiga). Tudo começa quando Norman e sua mãe decidem comprar uma casa nova agregada a um antigo Hotel e se mudam para lá numa tentativa de reconstruir suas vidas, após um trágico acontecimento.

Assisti a série por indicação de amigos e recomendo demais! Por causa de sua pegada meio Thriller Psicológico e vintage, a série me conquistou logo nas primeiras temporadas.

Agora vamos às 7 curiosidades sobre Bates Motel que eu pesquisei e separei para vocês?! 😉

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1 – A série foi inspirada no famoso filme Psicose (Psycho”), de 1960 de Alfred Hitchcock.

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2 – O personagem principal da série (Norman Bates) é o mesmo que o do filme, porém mais novinho!

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3Bill Balas, um dos escritores da série, de fato tem Fibrose Cística e foi a inspiração para a personagem Emma Decody (Olivia Cooke)que sofre da doença.

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4 – Devido à realização de dois filmes, Affluenza e TransformersEra da Extinção, a personagem Bradley Martin (Nicola Peltz) teve que sair da série (e depois retornar).

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5 – A série mostra como Norman se tornou um serial killer, dissecando seu passado e trazendo a história antecedente a do filme. De forma bastante semelhante ao clássico The Sims, ela possui até um jogo de simulação, intitulado The Bates Motel from Retroville. É possível realizar um tour bem macabro pelo Motel Bates na Internet!

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6 – Bates Motel é, na verdade, a segunda vez que o filme Psicose é adaptado para a TV, mas é a primeira vez que isso foi bem-sucedido. Em 1987 o canal NBC produziu uma sequência televisiva para o longa de Hitchcock e trazia um jovem chamado Alex West que era levado para o asilo onde Norman Bates estava aprisionado e lá fazia amizade com ele. Depois que Norman morria, ele herdava o motel e tentava reformá-lo, mas o estabelecimento causava estranhas sensações. Um episódio piloto foi produzido, mas a série acabou sendo recusada (créditos: https://www.ligadoemserie.com.br/).

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7 – A atriz Vera Farmiga sempre foi a escolha dos realizadores para interpretar a “mãe” Norma. Freddie Highmore, por sua vez, além de ator é graduado na Universidade de Cambridge com especialização em Linguística. Ele é fluente em Árabe e Espanhol. Ele passou todo o intervalo da 1ª para a 2ª temporada traduzindo documentos jurídicos para um escritório de advocacia em Madri, como parte de seu estágio obrigatório (créditos: https://www.ligadoemserie.com.br/). Aliás, essa dupla deu um show de interpretação, a química entre eles é incrível!

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E aí? Gostou? Quer ver mais alguma série por aqui?

Conta para gente! 😉

 

 

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S.O.S Mamãe de Primeira Viagem (Amanda Bonatti)

Um livro encantador, com uma proposta um tanto quanto fofa e corajosa: apresentar o dia a dia de uma mamãe em sua primeira viagem com a maternidade.

Gênero: Autobiografia/ Não-ficção/ Chick-lit/ Humor/ Comédia
Páginas: 125
Editora: Independente
Classificação: 🌙 🌙 🌙 🌙 🌙 / 5

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SINOPSE

O que vem pela frente após a confirmação com as duas “listrinhas” cor de rosa ou a palavra “Positivo” em um exame de gravidez, surpreende e quase sempre gera um turbilhão de sentimentos e dúvidas. 
Estar grávida é viver uma aventura mágica de transformação, com choros, alegrias e emoções à flor da pele. É uma aventura que leva à aprendizagem do significado do amor incondicional, iniciando no momento da descoberta da gravidez, passando pelo nascimento e estendendo-se por toda a vida. 
Embarque nesta leitura e descubra ou reviva a delícia e a comédia que é ser mamãe de primeira viagem.

Como em um diário íntimo, conhecemos a autora e seu marido do momento em que o casal apenas conversa e imagina a possibilidade de um novo serzinho integrar a família (como sempre, o marido decide que “ainda não é a hora certa”), logo em seguida quando as duas listrinhas aparecem e entregam a notícia que vai mudar a vida deles para sempre, até alguns meses após o nascimento do tão esperado, primeiro filho.

Ao decorrer dos meses, observamos as adaptações, o preparo, os medos e, principalmente, a ansiedade de dois pais que se veem diante do desafio da vida – e a ansiedade do leitor cresce junto à deles.

“Ser mãe de primeira viagem nada mais é do que descobrir, aprender, tentar, errar e acertar, todo o nosso pensamento, nosso tempo e cuidado se voltam para este ser tão pequenino, mas que nos desperta tantas emoções.”

Já não é surpresa para ninguém que a maternidade não é um “conto-de-fadas”, não é mais o grande sonho de toda mulher, não é algo fácil e, muito menos, simples. Mas a autora, Amanda Bonatti, mostra essas questões de forma bastante leve, divertida e descontraída, por meio de capítulos curtinhos, bem construídos, humorados e super  fofos (como não se apaixonar pelas ilustrações e por essa capa amorzinho?)!

“Minha casa após a papinha parece um cenário de filme onde há guerra de comida. Outro dia, fui ao supermercado, e quando reparei, tinha um fiapo de macarrão em meus cabelos.
BÁ-SI-CO!!”

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Não, a obra não é apenas para mulheres ou para mamães; o livro é indicado para qualquer tipo de público. Jovens, adultos, quem pretende ter filhos ou não… Acredito ainda que seria interessante que homens cis (“cis” é o oposto de “trans”. E segundo o Wikipédia: cisgênero é o contraste de transgênero. De acordo com Jaqueline Gomes de Jesus, cisgênero é “um conceito que abarca as pessoas que se identificam com o gênero que lhes foi determinado no momento de seu nascimento, ou seja, as pessoas não-transgênero”.) lessem obras do gênero, para que pudessem ao menos ter uma noção do que se passa na cabeça das mamães enquanto tantas mudanças acontecem em seus corpos e mentes.

Particularmente, tenho acentuado trauma quando o assunto é “gravidez” – imediatamente me vêm à mente os tópicos “parto”, “dor” e “sofrimento”! Foi um dos motivos por eu ter me interessado mais ainda neste livro. Aqui a maternidade não é fantasiada, mas também não é renegada, é simplesmente… Realista. De acordo com a vivência, privilégios e experiência da autora.

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“O corpo vai mudar, a casa e o casamento também vão mudar, aliás, toda a sua vida vai mudar após a chegada do bebê, mas, não se preocupe, muitas mudanças serão para melhor. Você vai descobrir uma alegria em cada mudança e aprender que foram necessárias para fazer sua casa se transformar em um lar, o amor me multiplicar e seu corpo, fertilizado, virar moradia. Não recordo ao certo a primeira vez em que coloquei meus  pés no mar, nem tampouco a primeira vez que pude ver o nascer do sol, mas nunca esquecerei do dia que me tornei mãe, do dia no qual um sentimento maravilhoso invadiu meu coração e me completou.”

Viajar em “S.O.S Mamãe de Primeira Viagem” foi uma aventura e tanto, que me surpreendeu do início ao fim, sobretudo no que se refere ao modo simples, hilário e delicado da escritora em suas narrativas.

Acabei separando mais quotes do que caberia numa resenha (foram mais de 30 que não pude deixar passar! Hahaha) e, por isto, trarei uma pequena série com esses quotes.

É só ficar ligado! 😉

“Amei intensamente, mudei, trouxe à tona partes de mim que, até então, desconhecia. Tive muitas preocupações, sonhei com o futuro, e desejei que ele fosse um lugar muito melhor para viver e, principalmente, percebi com muita alegria, que não importa o tempo que passar, sempre serei mãe. Para sempre.”

 

Lavínia e a Árvore dos Tempos (Lucinei M. Campos)

Fadas: seres mágicos pequeninos, extremamente fofos, delicados e femininos, certo? ERRADO!

E se você ganhasse por um ano uma fada homem, rabugenta, que odeia humanos e usa uma peixeira no lugar da varinha mágica? Difícil, não? Pois é! Mas foi exatamente o que aconteceu com Lavínia, uma garotinha de 9, quase 10 anos.

Gênero: Fantasia/ Infanto-juvenil
Páginas: 236
Editora: Independente
Classificação: 🌙 🌙 🌙 🌙 🌙 / 5

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SINOPSE

Lavínia é uma menina de 9, quase 10 anos, um pouquinho diferente das outras de sua idade. Sem amigos na escola, sem um contato maior com seus pais, leva uma vida muito solitária para alguém tão pequeno. Seu único amigo, Leo, é quem divide com ela os anseios e questionamentos de sua infância, suas arquitetadas fugas dos Valentões e Marrentinhas que a perseguem na escola. Tudo muda quando recebe de presente uma fada, chamado Lorivaldo e que odeia seres humanos. Juntos, vão descobrir a magia escondida no mundo e os segredos da Árvore dos Tempos.

Bullying. Valentões. Marrentinhas. Exclusão social. Falta de proximidade com os pais. Ausência de amigos. Pesar em ir à escola, ambiente fundamental na vida de qualquer criança e adolescente, que serve como base para determinar muita coisa em seu futuro… É neste contexto que Lavínia, uma garotinha doce, mas bastante solitária, está inserida. A diversão da menina é passar as tardes com seu único amigo e vizinho, Léo.

De repente, a vida da criança começa a mudar drasticamente a partir do momento em que é apresentada a Lorivaldo, a fada do sexo masculino que ganhara de presente! Presente inusitado, mas que vai lhe abrir as portas para o mundo da magia e iniciar sua jornada em busca de respostas sobre os seres ocultos que a cercam e, principalmente, sobre si mesma. Afinal, Lavínia não é uma humana qualquer. Existem mistérios que lhe envolvem e este é o motivo para a fada ter sido designada a acompanhá-la: a necessidade de protegê-la.

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Devido à sua crueldade com humanos durante séculos, Lorivaldo se vê diante de uma grande questão: aceitar a punição e viver ao lado de uma humana durante meses ou ser mandado para prisão perpétua, juntamente ao seu irmão, tão mau quanto ele? A primeira opção parece ser minimamente melhor, pois, quem sabe, se a humana morresse nesse meio tempo ele poderia enfim estar livre…

“Por que dariam uma fada que odeia humanos, e era odiada por quase todos, para uma criança? Lavínia tinha sua grande questão para resolver, que a cada instante tornava-se mais complexa que antes.”

Embora a protagonista seja Lavínia, Lorivaldo, com seu sotaque carregado e jeito rude e excêntrico, com toda certeza, rouba a cena! O carioca Lucinei M. Campos, em sua fantasia de estreia, soube dosar a história com muito humor e lições importantes, evidenciando as questões e personalidade forte das personagens. É interessante observar o desenrolar do convívio entre Lavínia, Lorivaldo e Léo – seu fiel companheiro – e aventurar-se na jornada desse trio.

Não obstante, o autor ainda mescla com acentuada naturalidade e maestria elementos da mitologia (ninfas, fadas, goblins, duendes…) com clássicos do nosso folclore brasileiro (curupira, boitatá…) resgatando nossas raízes e trazendo uma nostalgia incrível!

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O livro está sendo distribuído e trabalhado em algumas escolas e centro educativos, e não é difícil de imaginar o porquê. Além do leitor ser apresentado a uma amizade leal, bonita e verdadeira entre Léo e Lavínia, a garotinha e sua fada também nos fazem perceber o quanto todos nós somos singulares e diferentes e, ainda assim, tão parecidos. E apesar do fato de que, às vezes, achamos que estamos sós, na realidade não estamos e nunca estaremos.

“- Não deseje vingança! Retire isso do seu coração, porque vingança tem enormes consequências, além de ser uma perda de tempo e de poder fazer você ferir muitas pessoas que podem, na verdade, não lhe conhecer direito e por esta razão te excluir! Até porque, ninguém é desprezado por todos. Sempre terá alguém que desejará ficar com você, ou por simplesmente não lhe conhecer, não dirá nada. Você terá que descobrir isso! Perceba as pessoas a sua volta e não somente a dor que algumas lhe trazem! Assim, você vai deixar de querer vingança!” 

Particularmente, sou apaixonada pela capa e edição deste livro, que é seguido por “Lavínia e a Magia Proibida”.

À primeira vista, engana-se quem pensa que a série com a protagonista Lavínia é apenas infantil!

“Os humanos têm o costume de oferecer o primeiro pedaço de bolo a quem lhes desejam o bem, a quem lhes são muito gratos. E este, é o primeiro pedaço de bolo feito por meus pais, e eu ofereço a você.”

 

Inocência Perdida (A Saga de Um Pintor) – P. M. Mariano

Pesado. Ácido. Impactante… Eu poderia prosseguir com vários adjetivos sobre este livro, mas, ainda assim, não seriam suficientes para defini-lo.

Gênero: Drama/Romance
Páginas: 316
Editora: Drago Editorial
Classificação: 🌙 🌙 🌙 🌙 🌙 / 5

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SINOPSE

Até onde vai a crueldade humana?
Felipe sentiria na alma e no corpo que tudo não é apenas carinho e amor. Após descobrir que tinha uma família, viu que os anos passados no abrigo São Marcos, foram os melhores de sua vida. E que a felicidade que tanto desejava em família, era ilusória e, aos poucos, descobre que a vida não é tão simples, e que até mesmo entre famílias existem monstros.
Aos onze anos sentia na pele a violência e a crueldade daquele que deveria amá-lo e protegê-lo.
O que poderia fazer, se a vida de seu irmão dependia de ele aceitar os caprichos de uma mente doentia? Como fugir do monstro que vivia a seu lado?
Esta é a história de um menino que tinha rosto de anjo, mas viveu um inferno na vida.

Felipe era um órfão que vivia com seus amigos num abrigo comandado por padres, o orfanato São Marcos. Ele jamais conhecera sua família e sentia no peito, todos os dias, a solidão e a falta que esta fazia. Assim como as demais crianças do lugar, tudo que Felipe queria era um lar. Uma família de verdade. Ele queria ter uma vida “normal”.

Somente após 11 anos, o menino acaba descobrindo que tem um irmão gêmeo e, melhor ainda, uma família. A conexão que sentira com Tobias desde o primeiro momento que o vira fora tão intensa e verdadeira que nem mesmo a limitação verbal e auditiva de seu irmão gêmeo foi capaz de interrompê-la. Seu maior sonho supostamente, estava prestes a ser realizado.

Ele teria, finalmente, um lar.

O menino só não esperava encontrar um monstro no lugar do seu pai e dor e sofrimento no lugar que deveria ser ocupado pelo carinho e amor familiar. Quem imaginaria que Carlos Fabio, um dos maiores empresários do país, seria também um maníaco pedófilo? Como uma figura tão importante poderia estar envolvida em escândalos que, se descobertos, teriam potencial suficiente para lhe render prisão perpétua? Que pensamentos doentios estariam por trás de seu sorriso perverso? Por fim: Quão cruel um homem pode ser com seu próprio filho?

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Inocência Perdida não é só mais um livro qualquer. Não é só mais uma história dramática. É um grito de guerra, um alarme de perigo, um aviso claro: precisamos cuidar de nossas crianças e adolescentes. Até quando a sociedade continuará fechando os olhos para abuso sexual, prostituição e exploração infantil?!

“Felipe calou-se olhando aos macacos que se agitavam na jaula, eufóricos, gritando, como se pedissem que fossem soltos. Era assim que ele se sentia, preso ao pai, irremediavelmente atado aos desejos dele. Repentinamente, engoliu em seco, tentando controlar-se e não explodir num choro desesperado.”

Eu adoro ler livros com temáticas voltadas para questões sociais, aqueles que têm uma pontada de militância e certa dose de drama, no entanto, é preciso dizer que a leitura deste livro não fora nem um pouco fácil! Afinal, este primeiro livro da Saga de um Pintor é sem dúvidas um dos livros mais pesados que já li, devido ao tema delicado e a riqueza de detalhes e de cenas fortes. Mais uma vez, parabenizo a autora Priscila Marcia Mariano pela coragem! Inúmeras vezes durante a leitura me peguei pensando no quanto de estômago deve-se ter para escrever cenas tão hediondas… Mas pior ainda é perceber que tais cenas são constantes no cotidiano de milhares de crianças. Menos da metade desses casos são descobertos e/ou denunciados. E quando a denúncia ocorre, a justiça brasileira é lenta e não dá a devida atenção. Ainda mais quando os escândalos envolvem figuras famosas e influentes – os casos são rapidamente abafados.

 É extremamente lamentável quando quem mais deveria te proteger e amar é a pessoa que mais te machuca. Da pior forma possível. Felipe é uma criança dócil, gentil, carinhosa e amorosa, porém verá sua vida ir do céu ao inferno num piscar de olhos assim que conhece Carlos Fabio. Embora seja emocionalmente forte, o garoto é gradualmente destruído por dentro e suporta tudo em silêncio em nome de seu irmão gêmeo Tobias, para preservá-lo; A última coisa que Felipe queria era que seu irmão sofresse o que ele sofreu nas mãos do pai.

“Você me destruiu… Mas eu vou destruir a você meu pai”.

O inevitável desejo de vingança surge e a cada novo capítulo o livro vai tomando um rumo surpreendente e de tirar o fôlego! Todos os méritos à autora, tanto na escrita quanto na militância. Com exceção de alguns errinhos de revisão gramatical, a edição está bastante agradável para leitura. A começar pela capa – com tons bastante pertinentes de preto e vermelho que já deixam claro o teor da obra.

Inocência Perdida é o primeiro livro de uma saga e não vejo a hora de descobrir que rumo Felipe levará nas próximas obras!

Eis aqui um livro mais que recomendado, porém, cuidado: É preciso estômago!

 

Chiclete pra Guardar pra Depois (Andreia Evaristo)

Embora o título chamativo e singular do livro tenha enormemente me chamado a atenção e despertado minha curiosidade, não pesquisei mais a fundo sobre a obra antes de lê-la – medo de spoiler on! – e preferi deixar que a parceira Andreia Evaristo, através de Chiclete pra Guardar pra Depois, surpreendesse-me. E foi o que aconteceu com sucesso (missão dada, missão cumprida)!

Gênero: Crônica
Páginas: 118
Editora: Areia
Classificação: 🌙 🌙 🌙 🌙 🌙 / 5

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SINOPSE

“Chiclete pra Guardar pra Depois” (Editora Areia, 117 pág., 2016) reúne 37 crônicas nas quais a autora reflete sobre amadurecimento e sobre o mundo contemporâneo. Em tom quase de confissão, é como se Andreia abrisse seu diário para o leitor e dialogasse com ele sobre as agruras de crescer – principalmente para as meninas.” (Jornal A Notícia, 08/08/16)

A começar pelo gênero textual: crônica. O livro traz um acervo de 37 crônicas que retratam dramas da fase adulta, nostalgias da infância e adolescência e reflexões sobre a vida e o amadurecimento da autora, por meio de um eu-lírico com voz de adolescente liberta, mas com sabedoria de adulto – essas coisas que só se aprendem com o passar do tempo, mesmo que quando jovem a gente sempre ache que já sabe de tudo.

Os textos são permeados por um “quê” de desabafo e aceitação, como que expondo os personagens, a autora e principalmente a nós mesmos, os leitores. É difícil não se identificar, não se ver incrustado nas entrelinhas das crônicas que a Andreia sabiamente preparou para saborear o seu ouvinte.

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Apesar de curtinho, a grandeza deste livro é imensa! São 118 páginas que falam sobre tudo e ao mesmo tempo nada (o slogan do Blog, por sinal! Hahaha). O bom-humor é característica marcante da obra que, mesmo abordando muitos assuntos da atualidade, pode ser facilmente lida e interpretada por todas as idades.

“[…] no fundo não me sinto com 26 anos de idade. Sei lá, a minha mãe, aos 26, tinha uma casa, um fusca, três filhos e um marido. Eu nem tenho ainda uma bicicleta.” 
– Pág. 19

Por algum motivo, durante a leitura, Chiclete pra Guardar pra Depois me fez lembrar-se do livro “Felicidade Clandestina”, da rainha Clarice Lispector! Talvez por igualmente apresentar a felicidade e a sabedoria que moram nas coisas simples, pequenas, essas que normalmente passam despercebidas aos nossos olhos desatentos.

“Uma menina, de seus seis, sete anos de idade, volta da escola sozinha. A chuva não é capaz de atrapalhar-lhe os planos de ser feliz com sua sobrinha de arco-íris iluminando o dia. Nos pés a galocha vermelha que percorre uma a uma todas as poças de lama que encontra pelo caminho. Quando a água respinga, ela gargalha – e o barulho da sua alegria inunda meus ouvidos.”
– Pág. 111

Eu amei cada palavra, cada crônica, cada risada, cada identificação, cada arrepio (sim, eu fiquei arrepiada em alguns textos!) e cada reflexão que a leitura me proporcionou. E dentre os textos, alguns que me encantaram deveras e merecem destaque são:

*Não é culpa minha;
*Espelho, espelho meu, esconde a celulite que já cresceu;
*A sua realidade;
*Fantasmas do Natal;
*Jeito para essas coisas;
*Adultescência;
*Tudo que há para viver;
*Chiclete pra guardar pra depois;
*Tó;
*Um gato chamado felicidade;
*A virtualidade do amor;
*E ele voou;
*Dia dos mortos;
*Abandono;
*Retrato;
*Favoritices;
*Viva os professores medíocres!
*Nem todo aluno é medíocre, só a média!
*Não era questão de escolha;
*Chuva de setembro;
*Meu mundo caiu;
*E quando acaba, como você se sente?;

Para fazer um paralelo com a última crônica (E quando acaba, como você se sente?) não me vinham palavras suficientes para expressar tudo que senti e pensei após uma leitura sucinta e, ainda assim, arrebatadora.

“[…] eu sei, caro leitor, que você gostaria mesmo que a felicidade fosse um cachorro, mas infelizmente não é. Se fosse um cão, as coisas seriam muito mais fáceis – você estalaria os dedos, assobiaria chamando, e a felicidade viria correndo em sua direção, abanando o rabinho. Mas como eu já disse, a felicidade não é um cachorro.”
– Pág. 47

A edição é uma fofura, a fonte é agradável para leitura, sem falar nas duas ilustrações que são um amor! Além disso, não há dúvidas de que a obra faz jus ao título; é como um chiclete que gruda e você não consegue mais largar. É um livro para ler, reler, indicar e guardar pra depois.

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“[…] Mas o chiclete, esse aliviador de tensões e odores, essa borrachinha saborosa e perfumada, é o amor que entregamos aos amigos. Sim, porque entregar um chiclete pode ser uma atitude boba para um adulto. Mas para um adolescente é mais que isso, é a partilha, a amizade em pedacinho, é um pouquinho de amor, sim, pra guardar pra depois.”

Apenas Respire (Rossana Almeida Cantarelli) – Book Tour 2017

E quem nunca teve uma paixão adolescente? Quem nunca se apaixonou por algum ídolo da música? Quem nunca se imaginou conhecendo os integrantes de sua banda favorita?

Gênero: Romance
Páginas: 346
Editora: Multifoco
Classificação: 🌙 🌙 🌙 🌙 🌙 / 5

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SINOPSE

Isabela Alencar é uma mulher jovem, independente e apaixonada por música. Na adolescência, seu irmão mais velho lhe apresentou às bandas de heavy metal. Após conhecer a banda Dawn Sunless e ser capturada pelo som da guitarra, decidiu estudar o instrumento.

Já adulta, morando no Rio de Janeiro e trabalhando na Assessora Jurídica da Marinha, vê sua vida ser marcada por uma tragédia. Decide, então, largar a carreira jurídica e dedicar-se à docência numa faculdade de música do Rio.

A partir daí, sempre apoiada pelos amigos Mila e Frederico, Isabela verá sua vida mudar completamente, com a aceitação da Dawn Sunless para sua pesquisa de doutorado.

Ela embarca para Nova Iorque para passar três meses no estúdio com a banda. Chegando lá, conhece pessoalmente seu ídolo, o guitarrista Luc Bellucce.

Com sinais sutis, tem início um despertar de sentimentos provocados por sensações intensas. Uma paixão que ela jamais pensou em viver novamente.

Aos 31 anos, Isabela Alencar, uma mulher independente, forte e decidida, vê sua tão planejada estabilidade ir por água abaixo após receber o “sim” que ela tanto queria de sua banda de rock preferida, a Dawn Sunless. Embora sua grande paixão sempre tivesse sido a música, influenciada pelos pais, Isabela se formou em Direito – afinal, viver de música seria arriscado demais – e atuou na área jurídica da Marinha Brasileira, até uma tragédia mudar o rumo de sua vida e fazê-la se dedicar totalmente à música. Agora trabalhando na docência de uma faculdade do Rio de Janeiro, além de produtora musical Brasileira e pesquisando a fundo a guitarra, instrumento que mais lhe fascinava, ela embarca para Nova Iorque a fim de passar três meses no estúdio com a Dawn Sunless, para estudá-los em prol de sua tese de doutorado.

Não só uma oportunidade de embasar e concluir sua tese para a Faculdade e alavancar sua carreira; Isabela ficaria frente a frente com Luc Bellucce, o guitarrista divino que lhe arrebatara desde a adolescência, quando seu irmão mais velho lhe apresentara às bandas de Heavy Metal e, principalmente, à Dawn Sunless.

“Apesar de estar ali a trabalho, a presença do Bellucce me perturbava. Eu não conseguia me sentir tão à vontade com ele. Ele era muito atraente! Por Deus, como tive fantasias com esse homem. Desculpe, Deus, o que eu disse foi profano!”

– Pág. 26

Luc era tudo que ela sempre sonhou e mais um pouco. Como a paixão não reacenderia com tamanha convivência? Mesmo a brasileira tentando ser o mais profissional possível, é inevitável que algo surja entre os dois, a química e a atração foram quase imediatas. Havia algo de magnífico nele, assim como em sua guitarra.

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Mas como nada na vida é fácil, havia fortes empecilhos que os impediam de ficar juntos, sobretudo o fato de o Bellucce ser casado e ter filhos. Ele já possuía uma vida consolidada, uma imagem internacionalmente reconhecida, e não poderia simplesmente largar tudo de uma hora para outra.

 “O Bellucce? Esse eu nunca esqueceria. Mas seria uma recordação guardada lá no fundo do meu coração. Como algo desejável infinitamente, mas impossível. Aquele tipo de história que a gente só conta para os netos.”

– Pág. 74

Através de uma narrativa que surpreende pela transparência, Rossana Cantareli Almeida desvela temas reais e atuais como a traição e a homossexualidade, de forma natural. O primeiro, a princípio, é o que mais choca – afinal, Isabela recebe bastante apoio de amigos e afins para se envolver com um homem casado.  Mas é uma situação real, que acontece com frequência, independente de apoiarmos ou não. Ainda mais, neste caso, em que Isabela o desejou a vida toda e, como num golpe do destino, teve a oportunidade de sua vida.

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Apenas Respire é um livro que desafia o leitor, convidando-o a se colocar no lugar dos personagens e a refletir sobre alguns “valores”, sem fazer apologia a nada.

“(…) Como duas pessoas apaixonadas não podem ficar juntas? Por que se permite que duas pessoas se apaixonem se não podem viver esse amor? Isso era muito injusto. Não devia ser permitido pelas leis do universo.”

– Pág. 109    

Bem construído, o desenrolar da história é uma verdadeira montanha-russa de emoções! Apenas Respire me conquistou logo pela capa – simples, mas maravilhosa! – e não tenho dúvidas de que acertei em cheio em ter me inscrito para este Book Tour. Sem falar, claro, na lista incrível de músicas citadas ao decorrer do enredo! Apeguei-me aos personagens, aos seus dramas, e não me contentei com o final… Vago, mas que deu abertura para uma continuação. E a autora já confirmou um próximo livro por aí!

Pela coragem, pelos personagens – quero amigos como a Mila e o Frederico para já! Hahaha – e pela intensidade, este livro recebeu classificação máxima e a autora, mais uma fã!


Apenas Respire, além de estar disponível à venda no site da Editora Multifoco, em breve também será lançado em e-book na Amazon.


Sobre a autora:

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Gaúcha; advogada; casada com Marcelo; mãe do Cassio; madrasta do Arthur.

Começou a escrever por incentivo do seu marido, pois gostava de ler e sempre soube contar histórias. Seu primeiro livro, Apenas Respire – Rock e perfume: paixão no ar, foi escrito de forma despretensiosa. No entanto, foi tomando corpo e depois de lido por algumas pessoas entendidas, foi publicado pela editora Multifoco em Junho de 2016.A partir de então, Rossana nunca mais parou de escrever.

Tem uma coluna no site Rede Sina, chamada Contos do Cantos, onde publica quinzenalmente um conto embalado por uma música.

O Beijo da Morte (Judie Castilho)

Imagine a seguinte situação: O planeta Terra não é o único planeta no Universo com vida inteligente – o que realmente acredito, mas enfim… -, onde 16 planetas são aliados à União Universal (Uni Uni) e 4, os planetas “Gafanhotos”, são inimigos de todo o Universo numa busca incessante por poder. Além disso, seletos adolescentes de todos os povos se encontram anualmente na Academia Frantila, o melhor e mais disputado centro de estudos do mundo, ondem aprendem a desenvolver suas habilidades (controle corporal, domínio dos elementos naturais, controle mental etc.) e têm a oportunidade de conhecer os demais povos e culturas.

Gênero: Fantasia/ Romance
Páginas: 460
Editora: Chiado
Classificação: 🌙 🌙 🌙 🌙 🌙 / 5

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SINOPSE

Quando a paz no universo está ameaçada, um amor impossível pode se tornar uma poderosa arma nas mãos inimigas.                                                                

Haysla e sua amiga, Violyt, estão iniciando uma nova fase em suas vidas.
Depois de passarem muitos anos na Terra, enfim chegou o dia pelo qual elas tanto esperaram! Elas estão completando 17 anos e ingressando na Academia Frantila, a escola mais prestigiada e disputada do universo.
Mas as coisas não serão fáceis para elas…
A União Universal e seus 16 planetas aliados acreditam estar cada vez mais unidos e poderosos. Porém, uma grande conspiração intergaláctica está se formando. Seus planetas inimigos não querem mais viver à margem do universo. Eles estão em busca de poder e de um elixir que lhes garanta uma longa vida.
Para complicar ainda mais as coisas, Haysla está vivendo um peculiar triângulo amoroso.
De um lado, um amor leve, divertido, tranquilo… Possível.
De outro lado, um amor ardente, avassalador, compulsivo… Mas impossível.
E para viver este amor, Haysla não temerá consequências, e pode colocar todo universo em sérios apuros.

 

Aos 17 anos, Haysla Rhieavatre e Violyt Fhanthisk, amigas inseparáveis que viveram muitos anos na Terra, estão prestes a ingressar na Academia Frantila, e é a partir desse ponto que o livro se inicia. Afinal, em seu planeta natal as garotas estavam acostumadas a serem populares desejadas e principalmente o centro das atenções – o que Hasyla adorava e almejava. Mestiças, a beleza e certas habilidades delas se destacavam. Mas na Academia, elas não eram as únicas com poderes especiais e beleza exótica. Será que elas conseguiriam mesmo se adaptar à nova escola?

Além do mais, elas são filhas de ninguém menos que Vryan Rhieavatre, o presidente da Uni Uni. Ou seja, o cara que apenas comanda todo o Universo. Vryan foi um personagem que me chamou bastante a atenção. O relacionamento que ele tem com as meninas, ainda mais com Violyt, que não é sua filha biológica, é admirável e muito bonito de se acompanhar. Ele é extremamente atencioso, carinhoso e cuidadoso com elas, sendo capaz de tudo para mantê-las a salvo. Por outro lado, ele também possui a face “Presidente”, onde é perspicaz, temido e extremamente rigoroso – qualidades necessárias para conseguir manter tudo em ordem. Na história, podemos observar o contraste entre esses dois “lados” de Vryan e, com toda certeza, sua segunda face é capaz de deixar qualquer um tremendo de medo!

Violyt era mais que uma amiga pra ela, era mais até que uma irmã. As duas estavam sempre tão juntas desde que nasceram, que era como se elas fossem duas metades de um todo. Violyt era quase como ela mesma.

Já no primeiro dia de aula, ao caminharem em direção ao laboratório, Haysla e Violyt se deparam com um homem de beleza inimaginável. E Hasyla nem sequer consegue disfarçar seu imediato interesse. Mas há algo de errado com ele. Ele parece não corresponder a nenhuma investida de Haysla – o que a emputece e faz com que ela comece a implicar com ele sem ter argumentos reais para isto. Ela só não imaginava que ele era, na verdade, Benjamin Thriskow, professor da Academia, Ministro da Uni Uni e braço direito de seu pai. E mais: ele é um Klyso, oriundo do planeta Eklyses, e possui um veneno mortal que, em contato com o organismo de Haysla, é capaz de matá-la imediatamente.

Em outras palavras, Benjamin pode significar enorme perigo a ela. Um romance entre os dois seria insensato e literalmente mortal.

Ao decorrer do ano letivo, já entrosadas, as protagonistas estabelecem vários laços de amizade, entre eles: Donank, Lohan, Noaha, Shiva, Dandara e Keynel. Cada um deles especial à sua maneira, e o valor e importância da amizade é algo marcante no livro inteiro. Enquanto isso, um triângulo amoroso nada convencional começa a se formar: de um lado, Benjamin, com todo seu poder e charme, e do outro, Keynel, com todo seu carinho e dedicação infinita. E o leitor, assim como Haysla, encontra-se dividido entre dois caras tão distintos, mas igualmente especiais. Como já fiz questão de dizer à autora: ambos são personagens muito bem construídos e facilmente apaixonantes. Eu achei muito interessante que, mesmo tão imponentes Benjamin e Keynel não fazem aquele tipo machista de homem que não demonstra sentimentos por medo de parecer frágil ou que precisa provar sua “masculinidade” o tempo inteiro. Particularmente, sou Team Benjamin, mas muita coisa vai rolar até que Haysla enfim acabe com o suspense e opte entre amor e estabilidade, ou amor e perigo. Tenho que concordar que tudo que é proibido parece ter um gostinho mais atraente! (Hahaha)

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Preciso ressaltar que não tenho o costume de ler livros de fantasia. São poucos que captam meu interesse. Quando decidi me aventurar por “O Beijo da Morte”, não imaginei que acabaria tão envolvida com a trama e os personagens! A narrativa, em terceira pessoa, possibilita uma visão mais ampla dos fatos e um entendimento melhor dos personagens, e a escrita da Judie Castilho é leve e fluída, de maneira completamente abarcante.

A princípio, não simpatizei com Violyt, muito menos com Haysla. Enquanto a primeira é excessivamente insegura e doce, a outra é excessivamente arrogante e confiante. Achei que, enquanto uma era “de mais”, a outra era “de menos”. Porém, com o decorrer das páginas, percebi que esse era mais um contraste que dava graça ao livro, principalmente a personalidade única de Hasyla! Quando soube que Hasyla é do signo de Áries (no caso, em nosso planeta), tudo fez sentido… Impulsiva, determinada, orgulhosa, sedutora… Por fim, notei mais coisas em comum entre mim e Hasyla do que apenas o signo – também sou Ariana! Hahaha

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Amei o livro, achei a capa maravilhosa e me impressionei com tamanha imaginação da autora! Ela criou tanta coisa (planetas, sistemas solares, lugares, amuletos, lendas, raças etc.), numa riqueza de detalhes, sem ser maçante (como a narrativa de O Senhor dos Anéis, por exemplo, que achei maçante justamente por conter descrições demais de detalhes desnecessários), favoritei, e espero ansiosa a próxima continuação da série “Sob a Luz das Galáxias”. O livro se inclina para um final eletrizante, cheio de ação e emoção, onde Haysla, quase sem querer, acaba dando muita dor de cabeça ao Presidente Vryan e deixa todo o Universo em perigo, em nome do amor.

“Tentarei ser feliz.” Virando-se para olhar Benjamin por mais uma vez, Haysla mentalizou, já a uma certa distância, “Mas nunca deixarei de te amar. Enquanto meu coração pulsar, pulsará por você.”

*O Ebook nos foi concedido em parceria com a autora.