#EntrevistandoAutores – Lucinei M. Campos (O Mago Branco)

O entrevistado de hoje é o escritor Lucinei M. Campos! Para conferir a biografia dele, assim como a biografia dos demais autores participantes, basta clicar aqui.

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Lucinei M. Campos, ou O Mago Branco, como é conhecido, é professor e escritor de alma e profissão. Autor de Lavínia e a Árvore dos Tempos, Lavínia e a Magia Proibida e Violeta não Sabe Amar.

Vamos conhecê-lo um pouquinho mais? 😉

Primeiramente, meus parabéns pela obra tão leve e, ao mesmo tempo, envolvente! Em segundo lugar, como você se descobriu escritor?

“Eu sempre amei criar.”, decretou o autor. “Quando mais jovem, cantava em uma banda com letras próprias, e antes disso, desenhava quadrinhos. Eu já era voltado para a criação e domínio que um autor julga ter sobre suas ideias. No entanto, eu comecei a escrever meu primeiro livro sério mesmo com uns catorze anos de idade, e levei 3 anos para acabar. Como ele ficou muito grande, só alguns fizeram a sua leitura. Mas, desde o momento em que tive o contato com a literatura, eu sabia que devia deixar algo como legado.”

Como surgiu a ideia principal para os livros da série com a personagem Lavínia? E de onde você tirou inspiração para criá-la?

“Desde o princípio, a ideia era brincar com o nosso folclore e as diferenças regionais do nosso país. Eu amei o Lorivaldo desde o início das primeiras páginas. Daí, veio o amadurecimento do projeto e algumas alterações necessárias para se adequar ao enredo e ao público, já que era uma história de fantasia com pitadas de humor e aventura. A inspiração, em primeiro lugar, veio de mim mesmo.”, revelou. “Sim, a Lavínia meio que sofre quase as mesmas coisas que eu sofri quando mais novo. Eu desejava ter poderes ou mesmo uma fada para me livrar dos garotos marrentos e perseguidores, e como não aconteceu, eu tive de criar em minha mente mesmo.”

Não pude deixar de notar que, na composição do livro “Lavínia e a Árvore dos Tempos”, a presença de elementos fundamentais da nossa cultura, como o folclore, por exemplo, foi algo bastante utilizado. Para você, por que é tão importante resgatar nossas raízes e passá-las adiante?

“Folclore é o conjunto de manifestações artísticas de um povo, um legado que não se pode perder, mesmo quando agregado a outros costumes e crenças.”, explanou, antes de prosseguir. “Recebemos informações e incorporamos outras culturas sem nem saber direito as que temos aqui. Eu adoro o nosso folclore e seus personagens. Há tantos que as mitologias grega e nórdica ficariam diminutas frente a eles. Com o passar dos anos, deixamos de explorar as lendas e histórias nacionais, permitindo que elas se percam ou se adaptem ao cotidiano, sem deixar rastros do que foi. Por essa razão, creio que seja algo de responsabilidade nacional preservá-las e repassá-las.”

Quais escritores mais te influenciaram em sua jornada como escritor?

“Confesso que bebi da fonte de Douglas Adams, Chuck Palahniuk, entre outros. E mesmo que quisesse, na época em que comecei a consumir literatura nacional, não encontrei muito sobre fantasia que me agradasse. Mas cito alguns autores da atualidade, como Jeferson Corrêa e Eduardo Spohr.”

Embora se trate de uma ficção, fica evidente que alguns personagens do livro são inspirados em pessoas reais, como a sua esposa e o seu filho, proporcionando-lhes uma bonita homenagem! Todos os seus personagens são baseados em pessoas reais e/ou próximas?

“Hum… Em princípio, são todos um fragmento meu.”, disse ele. “Seja um estado emocional ou mesmo um período da minha vida. Mas, claro que adoro colocar algumas características pessoais de amigos e mesmo estranhos neles. Eu criei o Lorivaldo pensando em mim, quando estou rabugento (risos). E o Léo, quando eu era mais novo e curioso…”

E por falar no Lorivaldo…

O que mais me chamou atenção, com toda certeza, foi o personagem Lorivaldo – um homem fada rabugento, que odeia humanos e usa uma peixeira no lugar de uma varinha! – e me rendeu boas gargalhadas! Fale-nos um pouco mais sobre esse personagem, como ele surgiu e o que ele representa para você!

“Ele surgiu pra mim justamente por sua diferença ao que consideramos “normal”.”, contou. “O Brasil é um país continental, do qual temos ricas manifestações culturais. Adorei a ideia de trabalhar justamente isso; Tenho leitores jovens que me perguntam o que é uma peixeira, o que é um cangaceiro, e acabo passando um leve momento de uma cultura que muitas vezes esquecemos. E, como havia dito, ele me representa. Sabe aquela falta de paciência, aquele humor ácido que despertamos em alguns momentos de nossas vidas? (Sabemos muito bem! Hahaha). É o Lorivaldo. Ele tem uma razão própria para pensar e agir assim e, se formos estudar isso, acho que até daremos razão a ele, mais um massacrado pela vida.”

Além de escritor, você também é professor e tem uma clara ligação com todo universo escolar… Na sua concepção, qual o papel da leitura na educação e aprendizado de crianças e adolescentes? Além disso, possui algum projeto futuro em mente? Conta para gente!

“Eu sou professor da rede pública estadual, e vejo a carência que nós temos a cada ano com relação aos investimentos na educação, a falta de incentivo à leitura, por exemplo, que além de possibilitar maior comunicação e interpretação de textos, é também uma fuga para um mundo só nosso.”, disse sabiamente o autor. “Os livros da série Lavínia têm sido trabalhados em algumas escolas, inclusive como paradidáticos, e tenho notado esse crescimento em alguns alunos, a partir do contato com eles. Além da reflexão com base na temática que os cerca e na história que eles contam, os livros abrem portas para plantar e fortalecer a sementinha pelo gosto da leitura. Alguns alunos não param mais depois de lerem os livros.”

“Quanto aos projetos, eu tenho alguns, sim. Quero continuar fazendo a visitação nas escolas e levar meus livros para diversas feiras pelo país. Tenho outros livros para serem publicados, dentre eles mais um título da série Lavínia. Estou preparando o livro também para uma adaptação de animação, mas é algo mais pra frente.”

Genial a ideia da adaptação para uma futura animação, já adoramos! rs

Ao autor, desejamos todo sucesso e criatividade do mundo! Obrigada por dedicar um tempinho ao Devaneios da Lua!  ❤

Em breve traremos a resenha de “Lavínia e a Árvore dos Tempos”, primeiro livro da série com a personagem Lavínia, é só ficar ligado!  😉

#EntrevistandoAutores – P. M. Mariano

A entrevistada de hoje é a escritora Priscila Marcia Mariano! Para conferir a biografia dela, assim como a biografia dos demais autores participantes, basta clicar aqui.

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A Priscila Marcia Mariano costumava escrever apenas fantasias, até que, ao inciar um novo livro e deixar que a história se desenrolasse, a autora se deparou com um drama intoxicante, Inocência Perdida, primeiro livro da Saga de Um Pintor!

Vamos conhecê-la um pouquinho mais? 😉

Primeiramente, nossos sinceros parabéns pela coragem em se aventurar por um tema tão pesado e delicado quanto a pedofilia e o abuso e exploração de crianças e adolescentes! Segundo, como surgiu a vontade de escrever A Saga de Um Pintor?

“Eu mesma não sei, foi de repente.”, revelou a autora. “Na verdade a ideia surgiu do nada, comecei a escrever o início sem saber no que ia dar. Até pensei de imediato que seria mais uma fantasia, como sempre faço, meus livros vêm aos poucos enquanto escrevo. Mas então a história mudou completamente e percebendo o conteúdo dela, resolvi que precisava fazer uma pesquisa para ser verdadeira no tocante ao assunto, não em relação ao drama. Então A Saga de um Pintor surgiu.”

Escrever a história de Felipe, em toda sua complexidade, claramente não foi tarefa nada fácil: Houve algum momento em que pensou em desistir? Se sim, o que te motivou a prosseguir com a jornada do garoto?

“Foi bem difícil sim e não tive vontade de desistir em nenhuma fase da história, apesar das cenas fortes que muita das vezes me davam nojo e raiva, mas sei que estes fatos acontecem em muitas das casas no Brasil e no Mundo. E foi por isto que persisti na história. Uma maneira de demonstrar o que realmente é a dor e agonia de uma criança e ou adolescente, abusada. Tem que colocar a aberto para todos.”

Quanto tempo em média, entre o processo de pesquisa e escrita, você levou para concluir a obra Inocência Perdida? Os demais livros da série já estão concluídos?

“Bem, Inocência Perdida, como foi o primeiro, levou mais tempo por causa da pesquisa. Tive que elaborar toda uma trama com fatos que realmente acontecem no dia a dia de vários jovens. Minha pesquisa foi em cima de séries que assistia, relato de assistentes sociais e psicólogos que me deram um apanhado do assunto e algumas entrevistas, com adultos que sofreram abuso na infância.”, explicou. “Levou seis meses para estar concluído. São quatro volumes e todos estão completos. O segundo volume, Doce Ilusão, já se encontra em processo de publicação pela Drago Editorial. Iniciei a Saga de um Pintor em 2011 e terminei em 2013.”

“Ela ficou engavetada por dois anos e em 2015 tive a coragem e a força de amigos e familiares para publicar o primeiro volume.”

O livro evidentemente possui diversas cenas fortes, na sua concepção, qual delas foi a mais difícil de escrever?

“Todas as cenas foram difíceis de escrever…”, refletiu, antes de continuar:

ALERTA DE SPOILER

“(…) mas a que mais me marcou foi a cena que Felipe se entrega ao pai, no acampamento, fugindo da polícia.”

Falar de pedofilia e exploração de crianças e adolescentes é falar da infeliz realidade de milhões de jovens afora. Em sua opinião, o que deveria ser feito para mudar essa situação? E por que esses casos são tão comuns?

“Acredito que o mais importante seria uma atenção mais acentuada sobre educação para a família e a sociedade, explicando os efeitos que o abuso acarreta em todos que vivem esta agonia. Leis mais rigorosas contra aqueles que o praticam… Dizem que o pedófilo é doente, mas nem todos podem ser considerados doentes, existem homens e mulheres que são ruins. Aqui coloco mulheres, porque não só homens são pedófilos. São em menor número, mas existem.”, concluiu. “E em relação à família, deve-se prestar atenção máxima nas crianças e se perceber algo diferente, providenciar uma pesquisa mais apurada dos fatos, não coagindo a criança, mas tentando ajuda-la através de psicólogos que são o melhor caminho. Sem falar de professores e agentes de saúde.”

“E por que estes casos são tão comuns? Porque as famílias são falhas… Têm receio da repercussão que este acontecimento pode acarretar para todos. Uma mãe desconfia de sua filha/filho em relação ao pai, irmão ou tio, ou qualquer outro indivíduo… Mas não quer aceitar a realidade dentro da sua própria família. Os pais podem até mesmo dizer que o filho/filha é culpado do que aconteceu. São dramas que eles não querem ter na vida deles. Infelizmente, como está descrito, a pedofilia é tabu e ninguém quer ter a família jogada na lama por causa disto. Sem contar que os abusados, em muitas ocasiões, preferem ficar calados a dizer o que estão passando, com receio do que pode lhes acontecer, é como estarem em um pesadelo contínuo…”, declarou sabiamente a escritora.

Como você se descobriu escritora? E o que você diria para autores que, assim como você, querem abordar temas polêmicos, no entanto, ainda sentem receio quanto à aceitação dos leitores?

“Na realidade, sempre fui contadora de histórias… Antes mesmo de ser alfabetizada, já contava histórias para os meus amiguinhos de brincadeira. Aos sete anos fazia cineminha com papelotes e cobrava um doce para aqueles que assistiam, enquanto eu contava uma história mirabolante, inventada na hora.”, disse ela, esbanjando fofura! “Minha primeira vez como escritora foi aos dez anos quando fiz o meu primeiro poema. Logo depois, fiz a primeira história de fantasia, mesclando minhas ideias com um filme que vi. Já nesta época, lia bastante, desde revistinhas a livros e jornais. Adorava ler, pegava qualquer leitura que me chegava às mãos. Na escola, ficava mais no ar do que assistia aula… Vivia sonhando acordada. Foram anos onde vários manuscritos foram elaborados e guardados, pois apesar de não ter condições de publicar minhas histórias, nunca desisti de escrever. Sempre escrevi para o publico infanto-juvenil e adulto jovem, livros de ficção/fantasia. Somente em 2009 publiquei meus primeiros livros, Um Mistério na Serra do Mar e Rino, o Guerreiro Alado.

“Em 2011 fiz o meu primeiro romance/drama – A Saga de um Pintor – e em 2015 publiquei o primeiro volume da saga – Inocência Perdida – na Drago Editorial. Hoje tenho vários livros publicados no Amazon.com, no Clube de Autores e Wattpad.”

Quanto aos temas polêmicos…

“Abordar um tema polêmico é difícil, principalmente, porque deve ser verossímil. Baseado em pesquisas reais e bem elaborado. Não se deve levar ao público àqueles que serão abordados na história, a não ser que a pessoa em questão consentir ou se for uma biografia consentida. Deve-se ter em mente que há uma necessidade de pesquisa sobre o assunto e de tudo que envolve a história (locais, famílias, regiões e país). No meu caso, o livro é uma ficção, pois Felipe e sua família, e todos os envolvidos são fictícios. Porém as reações psicológicas vistas em Felipe são verdadeiras e trabalhadas de acordo com seus sentimentos. Foi muito duro escrever as cenas de abuso. Várias foram as ocasiões, após o termino de Inocência Perdida, em que eu discutia comigo mesma e com amigos, sobre a permanência das cenas chocantes, mas cheguei a conclusão de que havia necessidade delas para a compreensão do que iria acontecer a Felipe nos livros vindouros. Quem, realmente, se propõe a escrever um livro que sabe que chocará o publico, deve estar ciente de que ouvirá tanto palavras positivas, como negativas. Não podem deixar com que isto os faça desistir, se as razões para o que está escrevendo, são para alertar ou deixar visível ao publico, a sociedade, a verdade por baixo dos panos.”, aconselhou. “Por isto os temas como pedofilia, política, religião, prostituição e outros, são motivos de muita polêmica e discussão. Mas se você, escritor, tem coragem e acha que o que escreveu é o certo, vá em frente e descortine a verdade aos olhos daqueles que se fazem de cegos.”

Por fim, conta para gente… Já está pensando em projetos futuros?

“Projetos futuros?! São vários…”, introduziu.

“Para início estou revisando o terceiro volume da Saga de um PintorGotas de Fel – que pretendo publicar em 2017. E ainda em 2016 saiu o segundo volume da Saga de um Pintor – Doce Ilusão – na Bienal do Rio de Janeiro. Também espero resposta da Editora Darkside sobre o meu original A Luz e a Escuridão que é um livro de ficção/fantasia/distopia. Estou revisando o primeiro volume de Guerra Entre MundosTerra – para eventual publicação e partindo para o segundo volume da obra sem definição de subtítulo ainda. E tenho alguns inícios de outras histórias sem títulos. E por último, pretendo publicar minhas histórias engavetadas, por mais de quarenta anos, no Clube de Autores e no Wattpad para que estejam à disposição daqueles que gostam de ler.”

Por fim, a Priscila ainda deixa um recado super fofo:

“Espero que todos encontrem dentro de um livro o sentimento de sonhar e viver uma aventura para além da imaginação, sem esquecer que as palavras são o que fazem a humanidade caminhar pelo conhecimento e desenvolver um raciocínio para a desafiadora crítica do bem viver… Lembre-se que a Cultura é tudo para uma sociedade em crescimento”.

E essa foi a entrevista!

À autora, desejamos todo sucesso e criatividade do mundo! Obrigada por dedicar um tempinho ao Devaneios da Lua!  ❤

Em breve traremos a resenha de “Inocência Perdida”, primeiro livro da Saga de Um Pintor, é só ficar ligado!  😉

#EntrevistandoAutores – Judie Castilho

A entrevistada de hoje é a escritora Judie Castilho! Para conferir a biografia dela, assim como a biografia dos demais autores participantes, basta clicar aqui.

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A Judie tem uma imaginação imensa e criou todo um universo novo com a saga Sob a Luz das Galáxias, regado a amor e bastante perigo!

Vamos conhecê-la um pouquinho mais? 😉

Antes de mais nada, parabéns por ter criado uma saga tão envolvente e apaixonante! Agora fala um pouco sobre você… Além de escrever, o que mais você gosta de fazer no tempo livre?

“É um grande prazer estar aqui com vocês. Obrigada pelo elogio. Fico feliz demais que pense assim.”, agradeceu prontamente. “Quanto ao meu tempo livre, eu adoro ler, ouvir música, gosto de ir ao cinema, ou ver um filminho em casa mesmo com o filhote ou com o maridão. Mas também adoro sair para dançar, eu amo dançar. E gosto de ir à praia, andar de stand up… Bem, acho que sou bem eclética!”

Como surgiu a ideia principal para a saga “Sob a Luz das Galáxias”?

“Então… Nem eu sei explicar isso direito.”, confessou a autora, em tom de brincadeira. “Desde criança, muitas histórias surgiam do nada na minha cabeça, e eu passava horas e mais horas esmiuçando essas histórias e me divertindo criando mundos e seres imaginários. A história da saga foi mais uma destas histórias que surgiram do nada na minha cabeça, mas, ao contrário das outras histórias, essa não se conformou em ser apenas mais uma dentro da minha cabeça. Ela queria ganhar o mundo. E não desistiu, ficou lá, pipocando sem parar na minha cabeça. Aí eu resolvi escrever. Eu acho que foi um trabalho árduo do meu inconsciente, que criou tudo sozinho, sem que eu tomasse conhecimento, meu consciente só lapidou a história, fez as pesquisas necessárias, e criou as cenas.”, explanou. “Já a minha irmã, acha que algum E.T. soprou a história na minha mente (risos). Vai saber…”

Você criou um universo muito amplo para o livro (cheio de povos e culturas diferentes), portanto, quanto tempo em média levou para concluir os livros da saga? E como funciona o seu processo de pesquisa e escrita?

“Eu não sei precisar o tempo completo, porque passei muito tempo imaginando essa história, como imaginei tantas outras. Mas depois que eu resolvi escrever, aí eu levei dois meses pensando nos detalhes da história, e quatro meses para escrever.”, revelou.

“Eu gosto de esmiuçar todos os mínimos detalhes da história antes de começar a escrever. Pensei no universo como um todo, antes de tudo. Escrevi o nome de cada planeta, as características físicas e os dons de casa povo. Desenhei os sistemas planetários, vários deles. Também imaginei todos os detalhes da União Universal, como foi criado, como era antes, tudo bem detalhado. Universo detalhado, passei para os personagens. Imaginei a vida de cada um deles, a infância, relação com os pais, com os amigos, as paixões… Cada detalhe da personalidade. Só assim eu me sinto apta a pensar por eles, responder por eles e decidir o que eles farão em cada cena. Eu conheço cada um deles a fundo. Por último eu pensei nos detalhes do decorrer da história. Analisei de quantos livros eu precisaria, como começaria e terminaria cada um deles. Pensei no final da história, diálogos dos últimos capítulos do último livro. Por último eu escrevi as 5 sinopses, bem detalhadas. E só aí eu comecei a escrever o primeiro livro.”

Quais escritores mais te influenciam?

“Eu não tive escritores que me influenciaram, mas tive muitos que me inspiraram.”, esclareceu. “Forma vários, mas gosto de citar a J.K. Rowling. Primeiro, porque eu amo fantasia e mundos novos, e acho que nenhum universo imaginário é tão perfeito quanto o que ela criou. Depois pela vida dela, em si. Ela tinha o sonho de escrever a história de Harry, e fez de tudo para dar vida a ele, apesar de ter uma vida sofrida.”

Não pude deixar de notar que os nomes dos seus personagens costumam ser bastnte diferentes e charmosos, como “Haysla”, “Violyt”, “Shiva”, “Noaha”, “Vryan”, “Keynel” e “Donank”. De onde você tira espiração para criá-los? Você se inspirou em alguém em especial para basear a personalidade das protagonistas, Haysla e Violyt?

“Ah, obrigada. Que bom que gostou dos meus nomes loucos. Bem, para explicar eu tenho que ir longe…”, avisou a autora. “No universo que eu criei a Terra teria sido colonizada há milênios atrás por seres de diversos planetas. Cada planeta do meu mundo tem um povo com características físicas iguais. Por exemplo, num determinado planeta, todos são louros, de cabelos lisos e olhos verdes, no outro todos são negros com cabelos cacheados, no outro todos têm olhos puxados… Os países nórdicos foram colonizados pelos planetários que eram loiros, a África pelos negros, e assim vai. Por isso a Terra é uma mistura de características, divididas geograficamente. Para escolher os nomes eu fiz uma pesquisa dos nomes em cada uma destas regiões geográficas, e inventei nomes com sonoridade parecida com os nomes reais. Eu não queria que fossem iguais, salvo um ou outro caso cujas histórias da escolha do nome tivesse algo por trás. Mas eu queria que o som se parecesse. Mas Haysla é um nome que existe, vem da Índia. Como a mãe dela tem descendência indiana, escolheu para a filha um nome de lá. Só escolhi a dedo um que não fosse muito conhecido, e que eu achasse bem bonito.”, justificou.

Alguma vez você pensou em desistir da saga? Se sim, o que te fez prosseguir?

“Eu não pensei nunca em parar de escrever, mas de publicar sim. Eu achava que seria difícil demais ficar correndo atrás de Editora, e achava que talvez os livros ficassem apenas para meus amigos e familiares que gostavam deles. Mas eles não me deixaram desistir, e sempre me cobravam levar o sonho adiante. Quando eu descobri o quão simples era publicar em formato digital pela Amazon, eu tomei coragem. A partir daí fui à luta para fazer meu livro ser conhecido, mas tudo bem mais rápido do que eu imaginava. Agora o primeiro livro está aí, impresso e lindo. Por isso eu sempre digo, não desistam. O que é seu sempre arrumará uma forma de chegar até você.

Algum projeto futuro em mente? Conta para gente! 

“Muitos!”, exclamou. “Mais do que poderei dar conta. Além dos 5 livros da saga, que estou terminando de escrever o terceiro, tenho várias spin offs dela. Dois contos, a história do Aznarhan, o demônio da cultura dos Klysos, um spin off infantil, e mais várias. Também tem alguns outros livros já rascunhados, e até um livro que já tem 5 capítulos escritos, que quero concluir em breve. E tantos e tantos outros. Eu costumo esboçar a história num arquivo de word, dar um título, mesmo que provisório, e deixar lá no limbo das histórias que esperam para nascer. Só cresce o número delas, sem parar… (risos).”

E essa foi a entrevista!

À autora, desejamos todo sucesso e criatividade do mundo! Obrigada por dedicar um tempinho ao Devaneios da Lua!  ❤

Em breve traremos a resenha de “O Beijo da Morte”, primeiro livro da saga Sob a Luz das Galáxias, é só ficar ligado!  😉

#EntrevistandoAutores – Nicole Chaves

A entrevistada de hoje é a escritora Nicole Chaves! Para conferir a biografia dela, assim como a biografia dos demais autores participantes, basta clicar aqui.

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Embora seja administradora por formação, especialista em consultoria organizacional e gerenciamento de projetos e processos, a grande paixão de Nicole Chaves é a escrita! Não obstante, ela também criou uma metodologia super bacana para escrever seus livros!

Vamos conhecer a autora e suas respectivas obras?  😉

Antes de tudo, conta um pouco sobre você… O que te levou a ser escritora?

“Sempre fui uma criança com uma imaginação fértil.”, relatou a autora. “Uma sonhadora, como minha mãe costumava dizer. Minha paixão por histórias me fazia mergulhar nelas, como se fosse uma outra vida, analisando os pontos interessantes e que poderiam melhorar. Sem perceber, já estava criando as minhas, mas sempre com a ideia de que um dia iria vender para alguém escrever, pois não era escritora. Felizmente, várias coisas foram acontecendo de forma natural que me mostraram o caminho da escrita, especialmente meu amor pelos livros. Acredito que o principal fator é que quando você cria um mundo e personagens, eles acabam ganhando vida e fica praticamente impossível não escrevê-los.”

Quando você percebeu que queria realmente contar histórias e ingressar no meio literário?

“Em dezembro de 2013, estava lendo o livro do Jaco Petry, ‘O óbvio que ignoramos’, e percebi que não podia mais adiar o meu sonho de compartilhar as minhas histórias e personagens com o mundo.”, revelou. “Super recomendo o livro que fala como somos ensinados a desistir dos nossos sonhos e focar em tentar minimizar nossos pontos fracos. Com várias histórias reais de pessoas inspiradoras, como a Gisele Bundchen, o livro passa a mensagem de que devemos desenvolver o nosso talento e seremos bons profissionais.”

Nicole, com certeza aceitaremos a indicação de leitura. Parece ser, de fato, um livro inspirador!  😉

“Em 2014, escrevi meu primeiro livro e foi um dos momentos mais felizes da minha vida. Naquele momento, nascia Nicole Chaves Escritora e a minha metodologia de escrita, The 29 Chapters.”

De onde – ou de quem – você tirou inspiração para escrever Sinfonia Agridoce?

“É estranho que atualmente Sinfonia Agridoce seja o meu principal livro, sendo que foi pensado para ser um “aperitivo” no Wattpad para que as pessoas me conhecessem como escritora e depois lançar meu livro principal, “Notas de Violet”.”

 ALERTA DE SPOILER

“A ideia surgiu muito de querer compartilhar como funciona a mente de um escritor – Com personagens que ganham vida e que muitas vezes você não tem controle sobre eles. Echo é a prova viva de uma personagem que chegou de mansinho e hoje tem personalidade própria.”

A pergunta que não quer calar, é: De onde você tirou o nome “Echo”? Aliás, já disse que adorei o nome e a personagem?!

“Fico feliz que tenha gostado!”, agradeceu gentilmente, antes de prosseguir. “Eu sempre sofro ao escolher nomes, seja dos personagens ou das histórias, pois nunca acho que são criativos o suficiente. Tanto que uso nomes de músicas, como Bitter Sweet Symphony (Sinfonia Agridoce em Português), para os títulos dos livros.”

ALERTA DE SPOILER

“Não sabia como escolher o nome de uma coisa que é completamente diferente de tudo que já fiz ou li. Então, pensei no significado da Echo – Ela existe para ser o “eco” na mente da Criadora, auxiliando-a a encontrar seu caminho como escritora. Aí só acrescentei o “H” para ficar diferente da palavra!”

Nicole, achamos genial e super criativa a explicação para o nome da Echo! Parabéns!!

O que mais te inspira na hora da escrever?

“Sem dúvida, é música.”, disse ela, sem rodeios. “Às vezes crio personagens e histórias e depois encontro a trilha sonora adequada. Mas as maioria das minhas histórias foram criadas por causa de músicas. Ajuda muito também estar “apaixonada” pela história naquele momento. Geralmente, quando você trabalha em uma história por algum tempo, você se sente parte dela e isso faz com que a inspiração venha com naturalidade. Contudo, uma coisa que aprendi é que inspiração é boa, mas muitas vezes precisamos escrever até encontrá-la, se você quer ser um escritor profissional, como é o meu caso.”

Alguma vez você pensou em desistir de seus livros? Se sim, o que te fez prosseguir?

“Não em desistir pelo cansaço, mas em duvidar se vale a pena contar a história. Eu sou uma pessoa muito objetiva e acredito que quem leu meus livros percebe que passo isso na minha escrita. Então, às vezes me questiono se ainda há algo a ser contado ou posso deixar o personagem no “felizes para sempre” dele. Só quero escrever se tiver alguma mensagem ou aprendizado do personagem que precisa ser compartilhado.”

Qual a sua relação com seus leitores? Já está pensando em projetos futuros?

“Como administradora, eu sou daquelas pessoas que são viciadas em feedbacks. Adoro receber mensagens e comentários sobre o que as pessoas acharam e trocar experiências com elas. Se pudesse, marcava um encontro ao vivo com cada um para passar horas conversando!”, brincou. “Em relação aos projetos para o futuro, esse ano minha meta é lançar 5 livros, como a continuação de “Sinfonia Agridoce” e um livro de não ficção ensinando em como escrever com a metodologia do The 29 Chapters. Em 29 de Março, lancei “Notas de Violet”, o primeiro livro que escrevi. Logo estarei divulgando mais sobre ele e todas as outras novidades. Então, não deixe de acompanhar meu site e as redes sociais.”, conclui.

À autora, desejamos todo sucesso e criatividade do mundo! Obrigada por dedicar um tempinho ao Devaneios da Lua!  ❤

Em breve traremos a resenha de “Sinfonia Agridoce”, é só ficar ligado!  😉

 

 

 

 

#EntrevistandoAutores – Michelle Paranhos

A entrevistada de hoje é a escritora Michelle Paranhos! Para conferir a biografia dela, assim como a biografia dos demais autores participantes, basta clicar aqui.

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Michelle Paranhos, além de ter escrito Mulato Velho, Ponto de Ressonância e seu novo romance Tsara, ela também publicou um romance biográfico acerca do universo particular de sua própria filha, Lorena, portadora de uma síndrome rara chamada Esclerose Tuberosa.

Vamos conhecer mais sobre o livro “Coisas de Lorena”, a autora e o mundo de sua filha?  😉

Antes de mais nada, parabéns pela coragem de escrever um livro tão pessoal sobre o universo particular de Lorena! A pergunta que não quer calar, é: Como foi a aceitação da menina, da família e dos profissionais que a acompanham (psicólogos etc.) em relação ao livro?

“Antes de responder a esta pergunta, gostaria de agradecer a oportunidade em falar com os seus leitores através dessa entrevista. Obrigada, Marcela!”, ela agradeceu gentilmente, antes de esclarecer a questão. “Bom,Lorena e meu filho Thiago – que estão juntos em muitas histórias do livro – não só sentiram-se orgulhosos como ajudaram bastante!”, revelou, alegremente.

“Uma das histórias, inclusive, foi meu filho quem percebeu a importância de um acontecimento e de que esse acontecimento deveria estar no livro, era importante… Foi um grande exercício de olhar as situações sob uma perspectiva de quem assiste de fora e muitas vezes redigi as histórias sob o efeito recente do ocorrido, para preservar as emoções.”, explanou. “O pai ficou mais reticente, porque por ser avesso à leitura (digo que nem tudo poderia ser perfeito! Meu marido não lê nada, muito menos o que eu escrevo! Vá entender!)”, a autora brincou antes de prosseguir. “(…) Ele achava que as pessoas poderiam entender as cenas/capítulos com preconceito, como se eu estivesse expondo a menina…”

“Então, as críticas começaram a chegar, as resenhas… Pessoas dizendo que amaram as histórias e ele começou a se envolver com o projeto!”, ela contou. “De tal forma, que são deles os brindes que acompanham o livro, feitos em biscuit. Hoje ele ama o projeto!” Em seguida complementou: “O Editor do livro, inclusive, apoia muito o projeto, mesmo sendo muito diferente dos livros que ele costumava publicar. Ele aprovou tanto a ideia que quando leu o original, antes mesmo do processo editorial, ele sugeriu um volume dois, com Lorena adolescente! Estou avaliando essa ideia com carinho!”

Michelle, saiba que aprovamos a sugestão da continuação do livro em 100%! Hahaha

Como surgiu a vontade de escrever e publicar uma obra sobre Lorena?

“Eu levava Lorena para a terapia todas as terças e quartas feitas e durante três longos anos, eu mantive essa rotina, passando a conhecer a maioria das mães da Saúde Escolar (onde ela fazia quatro terapias diferentes, todas voltadas para a educação).

Percebia como elas – as mães – murchavam em si mesmas, absorvidas pelas doenças de seus filhos. Elas passaram a viver para essas rotinas, e o semblante delas era triste, pesado, como se o véu da tristeza estivesse cobrindo seus olhos.”, declarou a lamentável realidade.

“Eu então tive a ideia de mostrar a elas uma outra face do problema. Os médicos, na sua praticidade, definem diagnósticos mas não dizem como viver com esses diagnósticos. Os terapeutas e médicos da saúde mental agem como ouvintes apenas, aplacando a dor de conviver com esses diagnósticos. Mas, quem fala que é possível não apenas sobreviver e sim viver com alegria mesmo com um doença séria na família? O que seria melhor do que ouvir de alguém que convive diariamente com um quadro semelhante, como encontrar alegria, risada e amor? Por isto o diagnóstico do quadro de Lorena e as implicações que as síndromes trouxeram a ela estão colocados no livro no apêndice apenas… Porque a doença não vem em primeiro lugar na vida dela e nem na minha, afinal, tenho uma das síndromes como ela, mas passo muitos dias sem nem mesmo lembrar dessa realidade. E estou aqui, escrevendo, compartilhando e vivendo plenamente – ainda que a doença permaneça. Ela não é maior do que eu.”

Quanto tempo em média durou o processo de criação do livro “Coisas de Lorena”?

“Eu levo em média 6 meses para escrever um livro e mais seis meses para fazer três revisões antes de enviá-lo para as etapas de processo editorial. No total cada livro leva em média um ano para ficar pronto. Algumas histórias do livro eram de quando ela era pequena e eu as publiquei na coluna homônima da página que tenho na rede social. Algumas eram de quando ela tinha apenas 7 anos. As histórias mais recentes eu escrevi ao longo do ano de 2015. Enfim, Coisas de Lorena foi gerado enquanto livro por um ano, mas o projeto iniciou-se há cinco anos.”

O que mais te motiva a escrever – não só este livro, como todos os outros?

“Uma história para contar. Eu tenho mais facilidade para me expressar através da palavra escrita, então acho mais fácil falar com os dedos! Gosto que meus livros acrescentem algo para os leitores, desvendem alguma realidade, modifique seu ponto de vista.”

Quais os escritores que mais te influenciam?

“Hermamm Hesse, Clarice Lispector, Lygia faguntes Telles, Ligia Bojunga, Érico Veríssimo e Luis Fernando Veríssimo…. Dentre tantos outros (ler é maravilhoso, não?)”

Totalmente maravilhoso!  ❤

Qual a mensagem principal que você quis passar através da obra?

“Quando uma situação parece insolúvel podemos modificá-la, mudando nossa perspectiva sobre ela. Essa lição eu precisei aprender na marra, foi difícil, foi muito doído… Mas eu aprendi a ver o universo de Lorena e o meu universo sob este olhar, o olhar do amor e da aceitação,s em acomodação. O olhar que aceita e que dá o tempo que é necessário para a vida se acomodar.”

O que você diria para mães que se encontram na mesma situação que você, com filhos especiais, tendo que enfrentar diversos obstáculos todos os dias em busca do melhor para eles?

“Cada um de nós é um mundo particular. Ninguém viverá as mesmas experiências do que nós, nem sentirá as mesmas alegrias e dores. Nem você, nem seu filho.

Porém, histórias como as de Lorena – uma história ainda em construção – dizem para a gente que por frações de segundos nossos mundos são capazes de se tocar e esse toque só é possível através do amor.

O amor só existe onde está a aceitação da singularidade desse Outro ser, diferente de nós…

Não apenas cuide de seu filho especial! Ame-o, leve-o para passear, tomar sorvete… E daí se ele tem uma forma diferente de segurar o sorvete e um pouco caia nas roupas? E se ele tiver uma crise convulsiva no meio do restaurante? Se ele estiver bem após voltar a si, porque não ficar mais alguns minutos até que ele se recupere e dependendo do caso, possa terminar a refeição interrompida?

Não é fácil! Mas é seu filho!

Conto uma experiência que tive com a Lorena:

Durante um Hasteamento da bandeira, Lorena teve uma crise de ausência e desmaiou. Estavam todas as crianças do grupo escoteiro em círculo no momento solene de hastear a bandeira Nacional, em absoluto em silêncio. As crianças permaneceram onde estavam e eu retirei a Lorena dali, com a ajuda de outro chefe.

Coloquei-a no banco deitada, esperando ela voltar a si. Quando ela voltou, após segundos, verifiquei que atitude tomar… A levei ao médico naquele dia.

No sábado seguinte, ela retornou para a reunião escoteira. As crianças vieram recebê-la e perguntaram se estava bem. Ela disse que sim!

Depois, em silêncio respeitoso, próprio do momento solene, ela Hasteou a bandeira ao lado dos seus “irmãos escoteiros” e em seguida foi para as atividades, brincando, correndo e pulando, sem alarde, sem medos desnecessários.

Essa é a conquista de uma criança aceita em sua singularidade – por mim, por ela, pelos adultos presentes no momento.

Ela não sofreu Bullying ali, ela foi acolhida. Essa é a diferença crucial.

Luto por um mundo em que isso possa se repetir em todos os lugares!

A aceitação não a impedirá de ter problemas, mas mostrará a ela que tem motivos para superá-los e ter uma vida feliz!

E uma vida feliz é aquilo que todos nós queremos!”

É com esta mensagem emocionante – aliás, a entrevista toda foi emocionante! – que concluímos o papo com a escritora Michelle Paranhos! Michelle, mais uma vez, parabenizamos-te pela coragem e pela força de vontade de lutar diariamente, ao lado de Lorena, para fazer do mundo um lugar melhor. Precisamos de mais pessoas assim. Desejamos a você e família toda felicidade, força e sucesso, que Lorena continue a encantar as pessoas, com o jeitinho único que só ela tem! Nós estamos do lado de vocês. E, claro, agradecemos a simpatia e o tempinho dedicado ao Devaneios da Lua!

Em breve traremos a resenha de “Coisas de Lorena”!  😉

Círculo do Livro (Arca Literária)

ATENÇÃO AUTORES E LEITORES: Você é escritor e está procurando um jeito simples de divulgar sua obra, com enfoque total no livro? Você é leitor assíduo e quer participar de eventos online para debate e sorteio de livros? Apresentamos-lhe uma solução: O evento Círculo do Livro, promovido periodicamente pelo site Arca Literária.

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O Círculo do Livro é organizado, mensalmente, pela escritora e resenhista Michelle Paranhos e traz uma nova proposta de Marketing Literário com o objetivo de suprir uma necessidade de divulgação diferenciada.

Mas, afinal, qual a principal diferença entre esse evento e as outras formas de divulgação?

A Michelle explica:

O MARKETING LITERÁRIO tem dois objetivos principais:

  • Fazer a divulgação da imagem do autor, como entrevistas, feiras literárias, bienal do livro e festivais de Literatura;

  • Divulgar cada obra literária: trazer para o leitor uma oportunidade de conhecer a trama mais a fundo, debater pontos principais – é claro, sem revelar spoilers que prejudiquem a experiência de leitura – como faz o evento CÍRCULO DO LIVRO DO ARCA LITERÁRIA.

O CIRCULO DO LIVRO tem como foco principal a obra literária.

Cada original terá uma resenha crítica onde o livro terá uma análise dos principais aspectos do livro no que se refere tanto à forma-diagramação, imagem de capa, fontes utilizadas, quanto ao conteúdo-personagens, enredo e mensagem transmitida assim como coerência e coesão do texto. Essa resenha crítica é feita exclusivamente para o Círculo do Livro do Arca Literária pela equipe de resenhistas do site.

No dia e horário previamente escolhido pelo autor, ele terá uma hora para conversar com os leitores sobre os personagens, a narrativa e divulgar o livro e sua biografia, conversando diretamente com seus leitores e futuros leitores e fãs!

Como são feitas essas resenhas? Abaixo, você pode conferir:

Algumas resenhas feitas para o Evento Círculo do Livro do Arca Literária:

Como ter acesso ao evento? Simples:

Links e Redes Sociais do Círculo do Livro do Arca Literária:

O Círculo ainda é um evento novinho e, na próxima Sexta-Feira, às 19:00, estará na sua 4ª Edição, com a obra O Arcano da Eternidade, do escritor e editor Fergi Cavalca e todos os participantes do debate concorrerão a um exemplar do livro!

Confirme presença aqui e participe! Eu vou estar presente, e você?!

Vamos apoiar mais um belo estimulante da Literatura Nacional?  😉

O evento teve sua extrema importância por ser um meio de comunicação autor x pessoas interessadas; Obra x divulgação; entre outras combinações que fazem parte da divulgação tanto da obra debatida como da imagem do Autor. E também proporcionou ótimos contatos, eu sou exemplo disse que só participei de alguns debates e acabei ganhando um ótimo contato para divulgar meus livros no meu Estado. Foi muito bem organizado, e pontual. A equipe está de parabéns.”

– Fernando Mello.

#EntrevistandoAutores – Karen Alvares

A entrevistada de hoje é a escritora Karen Alvares! Para conferir a biografia dela, assim como a biografia dos demais autores participantes, basta clicar aqui.

Karen Alvares

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A Karen conta histórias para o papel há tanto tempo que nem lembra quando começou! Ela tem mais de 30 livros publicados, entre romances, antologias e contos.

Vamos bater um papo sobre seu conto “O Estranho” e conhecê-la um pouquinho mais?  😉

Desde já, nossos parabéns pelos muitos e ótimos projetos! Agora fala um pouco sobre você e quais os escritores que te influenciam…

“Muito, muito obrigada!”, ela agradece gentilmente, antes de continuar. “Bem, eu sou, além de escritora, professora de informática. Estudei TI, mas sempre gostei mesmo de escrever, e fui fazer esse curso para “me bancar” enquanto não conseguia ser escritora (será que um dia conseguirei viver da escrita?). Desde que aprendi a ler, comecei a devorar livros, e muitos escritores me influenciaram. Acho que dos muitos que fizeram isso, posso citar, é claro, Stephen King, J. K. Rowling, Mario Prata, Maurício de Souza, Carlos Ruiz Zafón e John Boyne.”

Karen, também somos super fãs do Maurício de Souza, da Rowling, do King e do Zafón! São escritores sensacionais!  ❤

Em que momento você teve a certeza de que nasceu para contar histórias?

“Quando, na adolescência, comecei a escrever fanfics de Harry Potter e publicar na Internet. As respostas dos leitores eram tão incríveis, tão carinhosas e animadas, que eu percebi que fazer aquilo – escrever – e receber esse carinho era tudo que eu queria fazer na vida e que eu tinha que seguir esse caminho.”

“O Estranho” é um conto emociante, ainda mais por ter sido dedicado ao seu avô. O que você sentiu ao escrevê-lo?

“Um misto de emoções.”, confessa. “Eu amava muito meu avô, que já faleceu, mas nós tínhamos uma relação difícil; no final, ele teve Alzeihmer, o que, ao invés de nos afastar por conta de seu esquecimento, acabou nos aproximando. Ambos esquecemos as mágoas e as divergências, e no final, terminamos em paz, e hoje sinto apenas uma boa saudade dele.” Em seguida conclui: “Escrever esse conto me ajudou a dar um ponto final na história, tentar “entrar em sua pele”, por assim dizer, e, me colocar em seu lugar, em como ele se sentiu naqueles últimos anos de sua vida e, claro, lembrar dele com amor.”

Todos os seus personagens são baseados em pessoas reais ou são inteiramente frutos de sua imaginação?

“Às vezes eles são baseados em pessoas reais, às vezes fruto de minha imaginação, e frequentemente uma mistura dessas duas coisas.”, ela conta, para então opinar sabiamente: “Acredito que um escritor é, antes de tudo, um leitor, claro, e um observador. A gente precisa ficar de olho à nossa volta, às pessoas, às coisas, aos lugares, às situações. Tudo é inspiração, é história.”

O que mais te inspira na hora da escrever?

“As situações do dia-a-dia, as coisas que parecem banais. Gosto de pegar coisas simples e transformá-las em histórias. Mas, além de observar o cotidiano, também faço muitas pesquisas. Por exemplo, ultimamente ando lendo e vendo muitos vídeos de mistérios assustadores, especialmente da Deep Web, para me inspirar para algumas histórias que estou escrevendo.

Histórias que envolvem a Deep Web?! Já estamos curiosíssimas! Hahaha

Você escreve em diversos gêneros diferentes (romance, drama, terror, horror, suspense etc.), no entanto, há algum que você goste mais e tenha um lugarzinho privilegiado no seu coração?

“Ah, com certeza o terror e o horror são meus gêneros favoritos. No fundo, acho que sou mais uma escritora de suspense, pois esse é o gênero que aparece em todas as minhas histórias, até mesmo naquelas em que ele não é o gênero principal. Porém, as histórias assustadores me fascinam, e vira e mexe eu sempre quero voltar a testá-las e escrevê-las.”

Você possui uma considerável jornada no mundo Literário, ganhando um espaço cada vez maior… Que mensagem você deixaria para aqueles que pretendem seguir o seu caminho e estão começando agora?

“Não é uma jornada fácil, muito menos curta.”, ela avisa. “Persista, siga seus sonhos! Seja profissional, leia muito, escreva mais ainda, treine todos os dias e seja crítico consigo mesmo (mas não tanto que não chegue a ter coragem de mostrar suas histórias aos outros, ouse!). É um mercado difícil, que vai tentar te derrubar, mas também é muito recompensador. Não tem nada melhor que receber a resposta de um leitor quando ele diz que gostou da sua história, que seu livro o inspirou, que ele se identificou com os personagens… Isso é maravilhoso!”

Com essa super mensagem de motivação aos escritores em início de carreira que concluímos a entrevista de hoje! Karen, desejamos-te tudo de bom e agradecemos a simpatia e o tempinho dedicado ao Devaneios da Lua!

Ficou curioso? É só ficar ligado pois em breve teremos resenha de “O Estranho”!  😉