Benção, pai

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Emily tinha apenas onze anos. Estava deitada em seu quarto, assistindo a um desenho qualquer e comendo pipoca caramelada – sua preferida.

De madrugada, o sono a invadiu. Já estava na hora de dormir, acordaria cedo no dia seguinte, precisava ir à escola. Era uma aluna exemplar, nunca havia sequer ficado em recuperação. Tinha muitos amigos, mas uma boa parte não era de confiança. Conversava com os amigos durante a aula, mas na medida do possível. Fazia todas as atividades e se esforçava. Era a típica “queridinha dos professores”.

Ela terminou de assistir ao episódio de Icarly e foi para o seu banheiro, tomar banho. Depois vestiu seu pijama de gatinho, escovou os dentes e penteou os cabelos rebeldes. Quando deitou na cama, um homem invadiu seu quarto.

Trancou a porta do quarto e fechou as janelas, depois a obrigara a tirar a roupa. O coração de Emily acelerou, a menina estava em pânico. Com as mãos suadas, ela obedeceu – não tinha outra opção. O homem tirara a roupa também. Os olhos opacos, um sorriso doentio alargando-se nos lábios espessos.

Emily se encolheu.

Ele deitou a menina na cama e a fez de boneca. Beijou, apalpou, abusou e a chantageou. Praticara com ela todo tipo de ato libidinoso. Mexeu com a parte mais fraca do ser humano… O psicológico. A fez acreditar que ele fazia aquilo por “amor”.

Ao terminar, o homem disse para a menina ficar calada, e jamais contar para alguém. A menina, enfadada, indagou:

– Benção, pai. Posso dormir agora?