Daqui a dez anos…

Uma vez estive pensando quem eu seria ou como seria daqui a dez anos… Embora não goste de idealizações. Não digo com veemência, nem com perpétua dúvida. Porém, preciso primeiro saber quem eu sou, ainda que uma pergunta tão filosófica como essa – que sinceramente não caberiam definições exatas – pois digo, sem desdém ou arrogância, sou tudo e ao mesmo nada, porque no futuro ainda sim serei tudo e ao mesmo tempo nada. Mesmo que meus cabelos fiquem grisalhos, minha pele fique enrugada, porque o envelhecimento é algo que não se pode escapar. Meus sonhos e objetivos sejam outros, as pessoas e coisas que amo sejam outras, continuarei a ser tudo e ao mesmo tempo nada.

Decerto tudo muda, hoje sou uma, amanhã serei outra. Algumas mudanças tão extraordinárias que chegam a ser quase completamente, outras miúdas, mas que podem fazer grande diferença. E de todas essas mudanças fica a nossa essência, que esta sim não muda, não digo que para sempre, porque tudo tem seu fim. A vida é um ciclo, assim como todas as coisas que nela há, existe começo, meio e fim.

futurotexto

Acredito ainda estar no começo, e quando estiver no meio, espero me arrepender de determinadas coisas, pois onde não há arrependimento, não existe lugar para o perdão, nem para o aprendizado. Espero também ser grata para lembrar algumas vezes saudosa das coisas que vivi. E depois quero ter sido o melhor que pude ser, em erros ou acertos. Por fim, concluo que daqui a uma semana ou dez anos, eu desejo apenas ser para recordar de ter sido.

— Luna Baker, 27/06/2017.