Sublime (Christina Lauren) – E se o seu amor pertencesse a outro mundo?

Título: Sublime
Autor: Christina Lauren (Autora Best-Seller da série Cretino Irresistível)
Editora: Universo dos Livros
Gênero: Romance/ Jovem Adulto (YA)/ Sobrenatural/ Mistério/ Suspense
Páginas: 302
Publicação: 2014
Classificação: ♥ ♥ ♥ (Bom)

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Sinopse:

Lucy é uma garota que aparece misteriosamente no refeitório da escola Saint Osanna, confusa e perdida em suas memórias – ou na falta delas. Apesar das dúvidas que carrega consigo, ela tem uma certeza: sua presença no mundo dos vivos é atraída por Colin, um garoto atraente que gosta de adrenalina e de testar seus limites, mesmo que isso o leve a arriscar sua vida.

A afinidade entre os dois cresce conforme eles passam a conviver no campus da escola. Mas, para realizarem seu amor, eles terão que ultrapassar as barreiras da morte.

O que você faria no lugar de Lucy? Será que nada é impossível no amor?

“Sexy, tenso e impressionante, Sublime vai te seduzir e causar calafrios. Uma leitura assombrosamente linda.”

 

Ganhei esse livro de presente de uma amiga, ela comprou na Bienal de 2015. De imediato já me apaixonei pela capa (a edição Brasileira), o jogo de cores frias e o slogan: “E se o seu amor pertencesse a outro mundo?” me deixaram intrigada. Logo, criei expectativas demais a respeito do livro. Aparentemente, pela sinopse é notório o potencial da história; um romance com um quê de sobrenatural, mistério e suspense. No entanto, acabei me decepcionando.

Colin é um jovem órfão que vive na escola Saint Osanna, vidrado por esportes radicais e tudo que envolve perigo; seu combustível é a adrenalina. Assim como o amigo Jay, ele tem uma companheira inseparável: sua bicicleta. O adolescente está a todo momento arriscando a vida com manobras radicais e suicidas, deparando-se com a morte mais vezes do que se pode contar. O que o leva a ter uma segunda casa; a enfermaria. Não obstante, ainda namora uma fantasma (Lucy). Colin é o típico personagem aventureiro, sexy, gentil e consequentemente apaixonante:

Seus olhos percorrem cada parte dele; os pulmões, ansiando por um fôlego que ela, até então, não se lembrava que precisava. Ele é alto e magricela, de alguma forma conseguindo parecer forte. Seus dentes são brancos, mas levemente tortos. Uma pequena argola prateada faz uma curva inteira em torno do seu lábio inferior, e os dedos dela ardem com o desejo de se aproximar e tocá-lo. Seu nariz foi quebrado pelo menos uma vez, mas é perfeito. E alguma coisa na luz em seus olhos quando levanta o olhar faz ela ansiar dolorosamente por dividir a si mesma com ele.

Sublime – Pág. 13

Em um certo dia, Lucy aparece misteriosamente numa trilha perto do lago da escola, sem memória alguma, somente com dúvidas e questionamentos na cabeça. “Por que eu vim parar aqui?”, “Para quê?”, “Onde estou?”, ela se pergunta frequentemente. Após um tempo, ela só sabe que é atraída – inexplicavelmente – por Colin.

Os dois rapidamente descobrem serem pertencentes um ao outro, porém, há um problema: Lucy não é deste mundo. Em suma, ela não aparenta ser uma morta-viva (nome designado pelos alunos da escola às pessoas que já morreram no mundo deles, mas conseguem ressuscitar), a não ser pela pele gélida, a ausência de sentimentos (como o frio, por exemplo) e o fato dela não necessitar comer e fazer as necessidades básicas de um ser humano.

O livro se passa basicamente entre o desejo ininterrupto de Colin de poder se entregar completamente à Lucy, a insatisfação dela em querer viver aquele amor impossível e os mistérios que a rodeiam e rodeiam a escola. Personagens secundários são quase inexistentes, e quando aparecem não complementam em nada e às vezes parecem desconexos. Estando ali por acaso.

Quando achamos que vamos descobrir algo a respeito de Lucy e os segredos que as lendas que circulam na escola escondem, novamente voltamos à estaca zero. Até os próprios protagonistas são vagos. Achei que a autora poderia ter explorado mais tanto o passado do Colin, quanto o de Lucy. A ideia do lago ser uma espécie de “teletransporte” para o mundo dela foi, no mínimo, interessante. Mas, mesmo assim, a autora poderia ter aprofundado mais a história da escola e de suas lendas, inclusive a do lago.

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Ao chegar no fim da leitura, permaneci com as mesmas dúvidas do início – senão mais. Esperei, esperei, esperei; e nada. Achei o final um pouco confuso e fraco, partindo do pressuposto de que a história tinha bastante potencial. Frustei-me; confesso. No final fiquei pensando: “Poxa, tinha tudo para ser um ótimo livro”. Os leitores terão altos e baixos ao lê-lo; a impressão que eu tive foi de que não foi ruim, mas podia melhorar. Embora tenha tido momentos super fofos e românticos, acresce a escrita da Christina Lauren; fluída, pertinente e agradável. A descrição dos personagens nem se fala.

A diagramação está ótima, as letras amareladas proporcionam uma leitura mais agradável e sobre a edição achei poucos erros, uma frase quase ilegível, mas tirando isso nada muito escandaloso.

Apesar de tudo, pode ser uma leitura agradável para quem gosta do gênero YA, de personagens indomáveis e de um romance fora do clichê.

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