Ela…

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Ela que não é mulher de rodeios
Que é dona de si
E tem a liberdade como melhor amiga.
Ela que esbanja carinho
Que é super-protetora
E não tem medo de se entregar.
Ela que é fã de Evanescence,
Pink Floyd
E Avril Lavigne.
Ela que sabe como levar qualquer um à loucura
Que é sincera
E gosta de provocar.
Ela que de tanto sofrer
Tornou-se aliada da dor
E se acostumou com o escuro.
Ela que já sonhou demais
E hoje,
Contenta-se com o agora.
Ela que escreve poemas
E chora baixinho
Quando a noite chega.
Ela que faz de tudo
Mas se dedica principalmente
À arte de amar.
Ela que olha de esguela
Que abraça forte
E faz piadas para fazer sorrir.
Ela que gosta de ler
Sobretudo,
A alma das pessoas.
Ela que não é de desistir fácil
Que não nega suas ideologias
E conseguiria derrotar um exército apenas com um sorriso.
Ela que é romântica à moda antiga
Que gosta de fazer surpresas
E sente tudo ao extremo.
Ela que é aventureira
De imaginação fértil
E toque delicado.
Ela que faz amor gostoso
Que sussurra no ouvido
E faz arrepiar.
Ela que nem lembra mais quantas vezes já teve seu coração partido
Mas ainda assim
Não desistiu de amar.

— Alasca Young, 06/04/17.

 

 

Deixe a neve cair (John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle)

Três contos natalinos que mesclam amor e a magia do Natal, contados pelos best-sellers John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle.

Gênero: Conto
Páginas: 336
Editora: Rocco
Classificação: 🌙 🌙 / 5

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SINOPSE

Na noite de natal, uma inesperada tempestade de neve transforma uma pequena cidade num inusitado refúgio romântico, do tipo que se vê apenas em filmes. Bem , mais ou menos. Porque ficar presa à noite dentro de um trem retido pela nevasca no meio do nada, apostar corrida com os amigos no frio congelante até a lanchonete mais próxima ou lidar sozinha com a tristeza da perda do namorado ideal não seriam momentos considerados românticos para quem espera encontrar o verdadeiro amor.

Mas os autores bestsellers John Green , Maureen Johnson e Lauren Myracle revelam a surpreendente magia do Natal nestes três hilários e encantadores contos de amor , interligados, com direito a romances, aventuras e beijos de tirar o fôlego.

O Expresso Jubileu, o primeiro conto, narrado pela escritora Maureen Johnson gira em torno de Jubileu, uma adolescente singular que precisa achar um jeito de ir para a casa dos avós depois que seus pais são presos e o trem que deveria levá-la para a Flórida, atola na neve. O percurso, além de muita neve, conta também com líderes de torcida altamente irritantes. Por isso, Jubileu decide ir para a única lanchonete aberta: Uma Waffle House. Lá ela encontra Stuart, justamente um rapaz que ainda não superou o coração partido por uma líder de torcida por quem era extremamente apaixonado. Com a ajuda de Stuart, Jubileu vai perceber que seu namorado, embora seja lindo, inteligente e gostoso, não é tão perfeito assim e que, na verdade, Jubileu e Stuart têm muito mais coisas em comum.

Narrado por John Green, o segundo conto, O Milagre da Torcida de Natal, apresenta Tobin, JP e Duke, três grandes amigos que aproveitam tranquilamente a véspera de Natal com direito à pipoca e maratona de filmes do James Bond. Até serem intimados por Keun, outro amigo, a comparecerem à Waffle House que ele administra, numa aventura contra o tempo e a neve.

Como fã assumida do John Green, imaginei que o conto dele claramente seria o meu preferido, no entanto, não consegui gostar de “O Milagre da Torcida de Natal” e acabei me decepcionando. Não senti que o conto tenha realmente uma história, trama, enredo… Foi algo bem superficial e “água com açúcar”. Além de certos personagens terem falas problemáticas e preconceituosas. Enfim, o conto não passa uma mensagem em si e a minha leitura acabou sendo arrastada, pois não me encantei com ele.

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Por último, temos O Santo Padroeiro dos Porcos, de Lauren Myracle, que traz uma garota dramática e egoísta chamada Addie como protagonista e sua mini jornada pós-Natal em busca de redenção e de provar que ela pode sim superar seu egoísmo nato. Addie, deixando a descrença de lado, quer reaver seu milagre de Natal e, para isso, precisa enfrentar seu passado e arcar com seus erros.

Outro conto do livro que não me agradara. Apesar de ter uma proposta interessante sobre redenção, os personagens não me cativaram, ainda mais em se tratando da protagonista – que eu achei bem chatinha e imatura. Ela passa boa parte da história apenas lamentando o término do namoro com Jeb, ao qual rompeu o relacionamento depois que Addie o traiu com um babaca qualquer.

Portanto, somente gostei do primeiro conto, O Expresso Jubileu, cujo qual li relativamente rápido, ao passo em que demorei mais de 1 mês para concluir a leitura dos outros dois. A única coisa que me chamou positivamente a atenção foi que os autores conseguiram interligar as histórias de uma forma bastante sutil e natural, mas, dentre todos os demais livros destes três best-sellers, eu não recomendaria “Deixe a neve cair”, por isso dei apenas 2/5 luas na classificação.

 

De todas as mil e uma coisas

Sonhei dois mil e um sonhos, e realizei apenas um, o de continuar sonhando
Desacreditei dois mil e duas vezes dos meus próprios sonhos
Fiz três mil e uma promesssas
Quebrei três mil e duas, e agora prometo continuar quebrando
Curei dez mil corações
E quebrei dez mil e um, e este fora o meu próprio

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Tive um amor em cada esquina
Um amor em quase cada sorriso
Um amor em cada música
Um amor em quase cada olhar
Amei 4 mil e uma vezes
Tive meu coração partido 4 mil e duas vezes
Amei como se fosse amar eternamente, e desamei como se nunca tivesse amado

Meu mundo fora destruído 5 mil e uma vezes
E em 5 mil e duas vezes eu o refliz
Errei 6 mil e uma vezes
Pedi perdão 6 mil e duas vezes
E ainda continuo errando

Prometi mil e uma coisas a mim mesmo
E das mil, cumpri apenas uma
A de continuar vivendo.

– Luna Baker; 15/04/2017

Meu bem, lembra-te…

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Meu bem, quando a tristeza invadir teu peito,
E tentar fazer morada em teu coração,
Expulsa-a com um sorriso,
E lembra-te que ele é a maior fonte de inspiração deste poeta que aqui te escreve.
Meu bem, quando o inverno chegar
Não reclama,
Não fala nada,
Só te alinhas em meus braços,
Que eu prometo te aquecer.
Meu bem, quando a escuridão te atingir
E quando pensares em desistir
Apenas se lembra…
Que sempre há uma luz no fim do túnel.
Meu bem, quando as lágrimas rolarem por teu rosto sereno,
Belo,
Delicado,
Olha-te no espelho
E perceba que és incrível demais para sofrer por aqueles que não te merecem.
Meu bem, toda vez que palavras de insulto te colocarem para baixo,
Abre uma garrafa de vinho,
Coloca uma boa música para tocar,
E lê estes simples versos que a ti fiz com carinho.
Meu bem, a cada vez que não conseguires enxergar saída,
Relembra da minha voz em tua mente
Dizendo-te que tudo acontece por um motivo
E que, no fim, ainda hás de encontrar um final feliz.
Meu bem, quando a dor, de ingrata, quiser te afagar
Lembra-te que eu te amo
E que o amor, embora esteja precário, ainda é a força que move o mundo,
Aliás, é também a única capaz de salvá-lo…
E os bons momentos que passamos juntos
Irão se repetir,
Por muitas e muitas vezes.
Meu bem, enquanto ainda existir amor,
Eu estarei aqui,
Oferecendo-te colo,
E minhas palavras de consolo.

— Alasca Young, 02/04/2017.

Sinfonia Agridoce (Nicole Chaves)

Narrativas pesadas, histórias densas e clichês? Certamente é o que o leitor não encontrará em Sinfonia Agridoce.

Gênero: Ficção/ Mistério
Páginas: 56
Editora: Amazon
Classificação: 🌙 🌙 🌙 / 5

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SINOPSE

Quando Echo é acordada por uma melodia que ela não consegue tirar da cabeça e a visão de uma jovem desconhecida, ainda que estranhamente familiar, ela está determinada a desvendar tudo sobre essa cena peculiar. Um mistério parece rondar a garota desconhecida e Echo está determinada a entender melhor o que aconteceu com a jovem e ao mesmo tempo ter respostas sobre a melodia que parecer ser o elemento essencial para o seu despertar. Em busca de respostas, Echo irá explorar a conexão com a garota misteriosa, principalmente ao perceber que as duas podem compartilhar mais do que um passado cheio de segredos, como sentimentos de culpa e tristeza.

Echo é uma garota misteriosa – e super carismática, por sinal -, sem recordação alguma de seu passado que somente desperta misteriosamente ao som de uma melodia: Bitter Sweet Symphony. E, para completar, há um fator que se apresenta comum nas aparições de Echo: uma garota de longos cabelos lisos e pretos. De alguma forma, elas sentem que possuem uma ligação, que a história de uma correlaciona-se diretamente à história da outra. Mas como isto é possível? Qual a ligação que existe entre elas? Os mistérios são revelados gradativamente ao avançar dos capítulos.

A claridade era perturbadora, quase a me cegar, enquanto a música era o alívio e a sinalização de que eu estava viva e precisava me mover.

– Pág. 6

Echo, sem dúvidas, fora minha personagem favorita.

A escrita da Brasileira Nicole Chaves é fluída, de fácil entendimento e direta; objetiva. Os capítulos são curtinhos, mas, cada um deles trazem uma revelação diferente. E a maneira como a história foi contada proporcionou que os mistérios fossem usadas na medida correta.

Foi nesse instante que percebi com certa estranheza em como eu conseguia ler com certa facilidade os sentimentos dessa garota que nunca tinha visto antes. Era como se tivéssemos algum tipo de conexão, ainda que fosse a primeira vez na minha (curta) vida que eu a vi.

– Pág. 7

Por outro lado, também encontrei alguns errinhos de revisão gramatical – mas nada que interrompesse o fluxo da leitura. E acredito ainda que a história tinha potencial para ser mais desenvolvida, possibilitando uma trama maior e, consequentemente, mais páginas. A impressão que tive é que, inspirada pela música, a autora decidiu criar um conto e, por fim, estendeu-se a um livro.

Desde que bati os olhos no título, apaixonei-me imediatamente por ele. Sinfonia Agridoce é o primeiro volume de uma série de livros com a personagem Echo. O desfecho abriu espaço para mais mistérios e eu já estou ansiosa para os próximos volumes da série e pelas próximas obras da Nicole Chaves, que se mostra como mais uma promessa da Literatura Nacional.

(…) Livros são maravilhosos quebras-cabeças com palavras.

– Pág. 23

*O Ebook nos foi concedido em parceria com a autora.

Tudo que faz sentir, faz sentido

Teus sentidos me confundem
Tua voz profere palavras que eu não posso entender
Tua boca é desejo que faz obliterar minha sanidade
Precisas entender-me, meu bem
Que não é só teu corpo que quero despir
Quero tua nudez plena da alma
Afinal, pra quê serve um corpo despido
Se nele não há sentido?

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Saciar desejos quase reprimidos
Que não passam de uma superficialidade que logo se esvai
Esvai-se junto de palavras vazias
Que não suprem a agonia
Pra quê? Se sentimentos rasos não inebriam.

– Luna Baker; 06/04/2017

Notas sobre o inevitável

      Há sempre o momento em que as pessoas precisam ir, e erro foi pensar que conosco seria diferente. As pessoas sempre vão, seja eu, seja você, ou sejamos nós. Somos feitos para isso, para incansavelmente partir.

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É como pássaro que precisa deixar seu ninho por conta da chuva e procura morada em outro lugar. Eu preciso ir, e você também irá… E assim o ciclo eterno de idas e vindas, chegadas e partidas. E isso é tão normal quanto escovar os dentes pela manhã, e tão inevitável quanto o envelhecimento. Erro nosso é exigir a eternidade, quando na verdade ela já está acontecendo no segundo em que decidimos partir. É tão egoísta o fato de que desejamos burlar a lei do tempo, desejamos que ele nunca passe. Uma busca incessante por ter tempo o suficiente, por ter a pessoa para sempre, que esquecemos de ser. O que realmente importa é o quanto sentimos e assim deveremos partir para contemplar novos ares. Afinal, viver é isso, a constante busca por um lar, e ele está dentro de nós.

– Luna Baker; 03/03/2017