“Eu não sei o que estou fazendo com a porra da minha vida”

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Eu não sei o que eu estou fazendo com a porra da minha vida — esta é a frase que eu tenho mais dito nos últimos tempos. Mas como vou saber o que está acontecendo, se nem mesmo sei o que exatamente quero? Está sendo cada dia mais difícil conviver com a montanha russa que gentilmente chamamos de vida. E o pior de tudo é que essa maldita montanha russa, sequer é emocionante. É chata e tediosa, e ainda assim seus trilhos não estão no lugar. Os cabos de aço se partem a cada nova viagem. Não se ouve nenhum grito, não há adrenalina, tampouco desespero, apenas o inexprimível silêncio interior, embora seja igualmente ensurdecedor, como o grito de uma criança faminta. Diria que também estou faminta, só não sei ao certo de quê. Tenho constantemente repetido para mim mesma que não são necessárias respostas para tudo, existem coisas que realmente ultrapassam qualquer entendimento. No entanto, o que fazer se a mente perturba nas longas madrugadas? O que fazer se quando passa da meia-noite somos todos um bando de miseráveis sedentos por algo que faça sentido? Uma mísera gota que faça sentir? Alguns choram, e outros derramam gotas de ódio… As putas na pista que anseiam que a noite seja curta, os poetas sofrendo de insônia, os bêbados caídos na estrada. No fim, ninguém está isento da maldita pergunta “como eu vim parar aqui?” E às vezes apenas desejando voltar.

— Luna Baker, 29/07/2017.

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