Beije-me uma vez mais antes de dizer adeus

 

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(Emma Swan e Capitão Gancho, OUAT ♥)

Sussurre em meu ouvido o quanto me ama

Abrace-me forte, como se estivesse segurando seu próprio mundo nos braços (e talvez esteja mesmo) 

Profira palavras doces e palavras sujas

Carregadas de desejo, paixão e luxúria

Toque-me e desvende-me como nunca fez antes

Olhe-me pela última vez e deixe que seus olhos te entreguem 

Exponham a verdade

(E as mentiras também)

Dance comigo sob a luz pálida da lua

Fazendo-me rir com piadas tolas

(Que só você seria capaz de contar para me ver gargalhar…)

Eternize-me em teus pensamentos

Conduza-me ao paraíso

E beije-me uma vez mais antes de dizer adeus.

— Alasca Young, 03/08/2017.

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S.O.S Mamãe de Primeira Viagem (Amanda Bonatti)

Um livro encantador, com uma proposta um tanto quanto fofa e corajosa: apresentar o dia a dia de uma mamãe em sua primeira viagem com a maternidade.

Gênero: Autobiografia/ Não-ficção/ Chick-lit/ Humor/ Comédia
Páginas: 125
Editora: Independente
Classificação: 🌙 🌙 🌙 🌙 🌙 / 5

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SINOPSE

O que vem pela frente após a confirmação com as duas “listrinhas” cor de rosa ou a palavra “Positivo” em um exame de gravidez, surpreende e quase sempre gera um turbilhão de sentimentos e dúvidas. 
Estar grávida é viver uma aventura mágica de transformação, com choros, alegrias e emoções à flor da pele. É uma aventura que leva à aprendizagem do significado do amor incondicional, iniciando no momento da descoberta da gravidez, passando pelo nascimento e estendendo-se por toda a vida. 
Embarque nesta leitura e descubra ou reviva a delícia e a comédia que é ser mamãe de primeira viagem.

Como em um diário íntimo, conhecemos a autora e seu marido do momento em que o casal apenas conversa e imagina a possibilidade de um novo serzinho integrar a família (como sempre, o marido decide que “ainda não é a hora certa”), logo em seguida quando as duas listrinhas aparecem e entregam a notícia que vai mudar a vida deles para sempre, até alguns meses após o nascimento do tão esperado, primeiro filho.

Ao decorrer dos meses, observamos as adaptações, o preparo, os medos e, principalmente, a ansiedade de dois pais que se veem diante do desafio da vida – e a ansiedade do leitor cresce junto à deles.

“Ser mãe de primeira viagem nada mais é do que descobrir, aprender, tentar, errar e acertar, todo o nosso pensamento, nosso tempo e cuidado se voltam para este ser tão pequenino, mas que nos desperta tantas emoções.”

Já não é surpresa para ninguém que a maternidade não é um “conto-de-fadas”, não é mais o grande sonho de toda mulher, não é algo fácil e, muito menos, simples. Mas a autora, Amanda Bonatti, mostra essas questões de forma bastante leve, divertida e descontraída, por meio de capítulos curtinhos, bem construídos, humorados e super  fofos (como não se apaixonar pelas ilustrações e por essa capa amorzinho?)!

“Minha casa após a papinha parece um cenário de filme onde há guerra de comida. Outro dia, fui ao supermercado, e quando reparei, tinha um fiapo de macarrão em meus cabelos.
BÁ-SI-CO!!”

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Não, a obra não é apenas para mulheres ou para mamães; o livro é indicado para qualquer tipo de público. Jovens, adultos, quem pretende ter filhos ou não… Acredito ainda que seria interessante que homens cis (“cis” é o oposto de “trans”. E segundo o Wikipédia: cisgênero é o contraste de transgênero. De acordo com Jaqueline Gomes de Jesus, cisgênero é “um conceito que abarca as pessoas que se identificam com o gênero que lhes foi determinado no momento de seu nascimento, ou seja, as pessoas não-transgênero”.) lessem obras do gênero, para que pudessem ao menos ter uma noção do que se passa na cabeça das mamães enquanto tantas mudanças acontecem em seus corpos e mentes.

Particularmente, tenho acentuado trauma quando o assunto é “gravidez” – imediatamente me vêm à mente os tópicos “parto”, “dor” e “sofrimento”! Foi um dos motivos por eu ter me interessado mais ainda neste livro. Aqui a maternidade não é fantasiada, mas também não é renegada, é simplesmente… Realista. De acordo com a vivência, privilégios e experiência da autora.

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“O corpo vai mudar, a casa e o casamento também vão mudar, aliás, toda a sua vida vai mudar após a chegada do bebê, mas, não se preocupe, muitas mudanças serão para melhor. Você vai descobrir uma alegria em cada mudança e aprender que foram necessárias para fazer sua casa se transformar em um lar, o amor me multiplicar e seu corpo, fertilizado, virar moradia. Não recordo ao certo a primeira vez em que coloquei meus  pés no mar, nem tampouco a primeira vez que pude ver o nascer do sol, mas nunca esquecerei do dia que me tornei mãe, do dia no qual um sentimento maravilhoso invadiu meu coração e me completou.”

Viajar em “S.O.S Mamãe de Primeira Viagem” foi uma aventura e tanto, que me surpreendeu do início ao fim, sobretudo no que se refere ao modo simples, hilário e delicado da escritora em suas narrativas.

Acabei separando mais quotes do que caberia numa resenha (foram mais de 30 que não pude deixar passar! Hahaha) e, por isto, trarei uma pequena série com esses quotes.

É só ficar ligado! 😉

“Amei intensamente, mudei, trouxe à tona partes de mim que, até então, desconhecia. Tive muitas preocupações, sonhei com o futuro, e desejei que ele fosse um lugar muito melhor para viver e, principalmente, percebi com muita alegria, que não importa o tempo que passar, sempre serei mãe. Para sempre.”

 

O poder de escrever – #DiadoEscritor (25/07)

Que tal comemorar o Dia Nacional do Escritor (data instituída em 1960 pela União Brasileira de Escritores, para homenagear os escritores nacionais e a produção literária no Brasil) com muita poesia e textos sobre o poder de escrever e, claro, sobre o nosso principal instrumento de trabalho: as palavras!

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O poder de escrever

“Por que escreves poesia?”
— Sinceramente, não sei…
Talvez seja um modo de expelir essa agonia.

Meus versos são de quem lê
De quem sente!
De quem têm a capacidade de entender
O poder de escrever.

“Escreves por amor?”
— Não!
“Então seria por ódio?”
— Também não!
Eu lírico impessoal
Intransitivo
E sentimental.

Vivo para escrever
Mas quem me dera um dia
Escrever para viver.

— Alasca Young e Luna Baker.

As palavras

Têm palavras embaralhadas, confusas
Desajeitadas
Que expressam sem pudor
A felicidade e a dor
De um amor.

Outras são rebuscadas
Bem elaboradas, formalizadas
Difíceis de pronunciar
Mas que encantam o coração
Dando (tamanha) inspiração.

Tem também a abreviação…
Facilitando assim
O uso de cada expressão
Tornando mais simples a comunicação.

O que dizer das palavras…?
Que possuem grande poder
De persuadir e expressar
Através delas ganhamos…
A liberdade de criar
A imaginação soltar
E diversas histórias para contar…

— Alasca Young e Luna Baker.

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Há um demônio dentro de mim

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Há um demônio dentro de mim…
Ele ressurge todos os dias
Como se nascesse das cinzas
E se exibe publicamente; sem pudor
Receio ou controle
O bom, entretanto, é que sua aparição
Depende da aparição de um outro alguém:
A mulher que roubou meu coração
Juntos, inevitavelmente, os dois conseguem extinguir
Qualquer tipo de sanidade que em mim habite
Eles gritam; escandalizam
Mergulham-me em puro horror
Tal é então a minha loucura proclamada!
Há um demônio dentro de mim
Que serve incontestavelmente à sua ama:
A mulher dos olhos de pérolas verdes
Que combinam com os meus: grandes pérolas negras
Há um demônio dentro de mim
E dentre os leigos…
Ele é conhecido como “amor”.

— Alasca Young, 29/11/2016.

Lavínia e a Árvore dos Tempos (Lucinei M. Campos)

Fadas: seres mágicos pequeninos, extremamente fofos, delicados e femininos, certo? ERRADO!

E se você ganhasse por um ano uma fada homem, rabugenta, que odeia humanos e usa uma peixeira no lugar da varinha mágica? Difícil, não? Pois é! Mas foi exatamente o que aconteceu com Lavínia, uma garotinha de 9, quase 10 anos.

Gênero: Fantasia/ Infanto-juvenil
Páginas: 236
Editora: Independente
Classificação: 🌙 🌙 🌙 🌙 🌙 / 5

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SINOPSE

Lavínia é uma menina de 9, quase 10 anos, um pouquinho diferente das outras de sua idade. Sem amigos na escola, sem um contato maior com seus pais, leva uma vida muito solitária para alguém tão pequeno. Seu único amigo, Leo, é quem divide com ela os anseios e questionamentos de sua infância, suas arquitetadas fugas dos Valentões e Marrentinhas que a perseguem na escola. Tudo muda quando recebe de presente uma fada, chamado Lorivaldo e que odeia seres humanos. Juntos, vão descobrir a magia escondida no mundo e os segredos da Árvore dos Tempos.

Bullying. Valentões. Marrentinhas. Exclusão social. Falta de proximidade com os pais. Ausência de amigos. Pesar em ir à escola, ambiente fundamental na vida de qualquer criança e adolescente, que serve como base para determinar muita coisa em seu futuro… É neste contexto que Lavínia, uma garotinha doce, mas bastante solitária, está inserida. A diversão da menina é passar as tardes com seu único amigo e vizinho, Léo.

De repente, a vida da criança começa a mudar drasticamente a partir do momento em que é apresentada a Lorivaldo, a fada do sexo masculino que ganhara de presente! Presente inusitado, mas que vai lhe abrir as portas para o mundo da magia e iniciar sua jornada em busca de respostas sobre os seres ocultos que a cercam e, principalmente, sobre si mesma. Afinal, Lavínia não é uma humana qualquer. Existem mistérios que lhe envolvem e este é o motivo para a fada ter sido designada a acompanhá-la: a necessidade de protegê-la.

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Devido à sua crueldade com humanos durante séculos, Lorivaldo se vê diante de uma grande questão: aceitar a punição e viver ao lado de uma humana durante meses ou ser mandado para prisão perpétua, juntamente ao seu irmão, tão mau quanto ele? A primeira opção parece ser minimamente melhor, pois, quem sabe, se a humana morresse nesse meio tempo ele poderia enfim estar livre…

“Por que dariam uma fada que odeia humanos, e era odiada por quase todos, para uma criança? Lavínia tinha sua grande questão para resolver, que a cada instante tornava-se mais complexa que antes.”

Embora a protagonista seja Lavínia, Lorivaldo, com seu sotaque carregado e jeito rude e excêntrico, com toda certeza, rouba a cena! O carioca Lucinei M. Campos, em sua fantasia de estreia, soube dosar a história com muito humor e lições importantes, evidenciando as questões e personalidade forte das personagens. É interessante observar o desenrolar do convívio entre Lavínia, Lorivaldo e Léo – seu fiel companheiro – e aventurar-se na jornada desse trio.

Não obstante, o autor ainda mescla com acentuada naturalidade e maestria elementos da mitologia (ninfas, fadas, goblins, duendes…) com clássicos do nosso folclore brasileiro (curupira, boitatá…) resgatando nossas raízes e trazendo uma nostalgia incrível!

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O livro está sendo distribuído e trabalhado em algumas escolas e centro educativos, e não é difícil de imaginar o porquê. Além do leitor ser apresentado a uma amizade leal, bonita e verdadeira entre Léo e Lavínia, a garotinha e sua fada também nos fazem perceber o quanto todos nós somos singulares e diferentes e, ainda assim, tão parecidos. E apesar do fato de que, às vezes, achamos que estamos sós, na realidade não estamos e nunca estaremos.

“- Não deseje vingança! Retire isso do seu coração, porque vingança tem enormes consequências, além de ser uma perda de tempo e de poder fazer você ferir muitas pessoas que podem, na verdade, não lhe conhecer direito e por esta razão te excluir! Até porque, ninguém é desprezado por todos. Sempre terá alguém que desejará ficar com você, ou por simplesmente não lhe conhecer, não dirá nada. Você terá que descobrir isso! Perceba as pessoas a sua volta e não somente a dor que algumas lhe trazem! Assim, você vai deixar de querer vingança!” 

Particularmente, sou apaixonada pela capa e edição deste livro, que é seguido por “Lavínia e a Magia Proibida”.

À primeira vista, engana-se quem pensa que a série com a protagonista Lavínia é apenas infantil!

“Os humanos têm o costume de oferecer o primeiro pedaço de bolo a quem lhes desejam o bem, a quem lhes são muito gratos. E este, é o primeiro pedaço de bolo feito por meus pais, e eu ofereço a você.”

 

A cama, a chuva e os nossos desejos

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Teu corpo sob o meu, teus braços me envolviam tão quentes e aconchegantes. De frente para ti, minhas pernas envoltas de tua cintura, meus dedos adentrando por teus cabelos, enquanto tu penetravas-me, segurando-me em teus braços… Tuas unhas arranhando minhas costas nuas. Teus lábios encontrados nos meus, tão intensos e que pediam por mais. Passeava pelo teu corpo desnudo tão livremente. O desejo mútuo de entrega e paixão que ardia. Minha boca em quase cada parte de teu corpo, mordendo teu pescoço e orelha. Por cima de ti eu sentava e tu me apalpavas por inteira. Porque ali estávamos inteiros um para o outro. E novamente cada vez mais rápido e intenso te sentias dentro de mim. Naquele lugar que eu não o reconhecia bem, eu quis estar ali por muito tempo, naquela noite chuvosa, naquela cama, desejei morar em teus braços. 

— Luna Baker, 09/07/17.

#EntrevistandoAutores – Lucinei M. Campos (O Mago Branco)

O entrevistado de hoje é o escritor Lucinei M. Campos! Para conferir a biografia dele, assim como a biografia dos demais autores participantes, basta clicar aqui.

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Lucinei M. Campos, ou O Mago Branco, como é conhecido, é professor e escritor de alma e profissão. Autor de Lavínia e a Árvore dos Tempos, Lavínia e a Magia Proibida e Violeta não Sabe Amar.

Vamos conhecê-lo um pouquinho mais? 😉

Primeiramente, meus parabéns pela obra tão leve e, ao mesmo tempo, envolvente! Em segundo lugar, como você se descobriu escritor?

“Eu sempre amei criar.”, decretou o autor. “Quando mais jovem, cantava em uma banda com letras próprias, e antes disso, desenhava quadrinhos. Eu já era voltado para a criação e domínio que um autor julga ter sobre suas ideias. No entanto, eu comecei a escrever meu primeiro livro sério mesmo com uns catorze anos de idade, e levei 3 anos para acabar. Como ele ficou muito grande, só alguns fizeram a sua leitura. Mas, desde o momento em que tive o contato com a literatura, eu sabia que devia deixar algo como legado.”

Como surgiu a ideia principal para os livros da série com a personagem Lavínia? E de onde você tirou inspiração para criá-la?

“Desde o princípio, a ideia era brincar com o nosso folclore e as diferenças regionais do nosso país. Eu amei o Lorivaldo desde o início das primeiras páginas. Daí, veio o amadurecimento do projeto e algumas alterações necessárias para se adequar ao enredo e ao público, já que era uma história de fantasia com pitadas de humor e aventura. A inspiração, em primeiro lugar, veio de mim mesmo.”, revelou. “Sim, a Lavínia meio que sofre quase as mesmas coisas que eu sofri quando mais novo. Eu desejava ter poderes ou mesmo uma fada para me livrar dos garotos marrentos e perseguidores, e como não aconteceu, eu tive de criar em minha mente mesmo.”

Não pude deixar de notar que, na composição do livro “Lavínia e a Árvore dos Tempos”, a presença de elementos fundamentais da nossa cultura, como o folclore, por exemplo, foi algo bastante utilizado. Para você, por que é tão importante resgatar nossas raízes e passá-las adiante?

“Folclore é o conjunto de manifestações artísticas de um povo, um legado que não se pode perder, mesmo quando agregado a outros costumes e crenças.”, explanou, antes de prosseguir. “Recebemos informações e incorporamos outras culturas sem nem saber direito as que temos aqui. Eu adoro o nosso folclore e seus personagens. Há tantos que as mitologias grega e nórdica ficariam diminutas frente a eles. Com o passar dos anos, deixamos de explorar as lendas e histórias nacionais, permitindo que elas se percam ou se adaptem ao cotidiano, sem deixar rastros do que foi. Por essa razão, creio que seja algo de responsabilidade nacional preservá-las e repassá-las.”

Quais escritores mais te influenciaram em sua jornada como escritor?

“Confesso que bebi da fonte de Douglas Adams, Chuck Palahniuk, entre outros. E mesmo que quisesse, na época em que comecei a consumir literatura nacional, não encontrei muito sobre fantasia que me agradasse. Mas cito alguns autores da atualidade, como Jeferson Corrêa e Eduardo Spohr.”

Embora se trate de uma ficção, fica evidente que alguns personagens do livro são inspirados em pessoas reais, como a sua esposa e o seu filho, proporcionando-lhes uma bonita homenagem! Todos os seus personagens são baseados em pessoas reais e/ou próximas?

“Hum… Em princípio, são todos um fragmento meu.”, disse ele. “Seja um estado emocional ou mesmo um período da minha vida. Mas, claro que adoro colocar algumas características pessoais de amigos e mesmo estranhos neles. Eu criei o Lorivaldo pensando em mim, quando estou rabugento (risos). E o Léo, quando eu era mais novo e curioso…”

E por falar no Lorivaldo…

O que mais me chamou atenção, com toda certeza, foi o personagem Lorivaldo – um homem fada rabugento, que odeia humanos e usa uma peixeira no lugar de uma varinha! – e me rendeu boas gargalhadas! Fale-nos um pouco mais sobre esse personagem, como ele surgiu e o que ele representa para você!

“Ele surgiu pra mim justamente por sua diferença ao que consideramos “normal”.”, contou. “O Brasil é um país continental, do qual temos ricas manifestações culturais. Adorei a ideia de trabalhar justamente isso; Tenho leitores jovens que me perguntam o que é uma peixeira, o que é um cangaceiro, e acabo passando um leve momento de uma cultura que muitas vezes esquecemos. E, como havia dito, ele me representa. Sabe aquela falta de paciência, aquele humor ácido que despertamos em alguns momentos de nossas vidas? (Sabemos muito bem! Hahaha). É o Lorivaldo. Ele tem uma razão própria para pensar e agir assim e, se formos estudar isso, acho que até daremos razão a ele, mais um massacrado pela vida.”

Além de escritor, você também é professor e tem uma clara ligação com todo universo escolar… Na sua concepção, qual o papel da leitura na educação e aprendizado de crianças e adolescentes? Além disso, possui algum projeto futuro em mente? Conta para gente!

“Eu sou professor da rede pública estadual, e vejo a carência que nós temos a cada ano com relação aos investimentos na educação, a falta de incentivo à leitura, por exemplo, que além de possibilitar maior comunicação e interpretação de textos, é também uma fuga para um mundo só nosso.”, disse sabiamente o autor. “Os livros da série Lavínia têm sido trabalhados em algumas escolas, inclusive como paradidáticos, e tenho notado esse crescimento em alguns alunos, a partir do contato com eles. Além da reflexão com base na temática que os cerca e na história que eles contam, os livros abrem portas para plantar e fortalecer a sementinha pelo gosto da leitura. Alguns alunos não param mais depois de lerem os livros.”

“Quanto aos projetos, eu tenho alguns, sim. Quero continuar fazendo a visitação nas escolas e levar meus livros para diversas feiras pelo país. Tenho outros livros para serem publicados, dentre eles mais um título da série Lavínia. Estou preparando o livro também para uma adaptação de animação, mas é algo mais pra frente.”

Genial a ideia da adaptação para uma futura animação, já adoramos! rs

Ao autor, desejamos todo sucesso e criatividade do mundo! Obrigada por dedicar um tempinho ao Devaneios da Lua!  ❤

Em breve traremos a resenha de “Lavínia e a Árvore dos Tempos”, primeiro livro da série com a personagem Lavínia, é só ficar ligado!  😉